perdido no supermercado

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Melhores Músicas de 2007: 70 – 61

Janeiro 19, 2008 · 3 Comentários

70) “Now, now”
St. Vincent
Quando a Feist foi para o primeiro time do pop, os indies-recalcados chiaram. Aí acabaram preferindo Annie Clark, codinome St. Vincent, outra cantora bem-conectada (já tocou com Sufjam Stevens, Polyphonic Spree e outros) e bem-intencionada, cuja música é tão arrebatadora quanto a da canadense. A faixa de abertura de seu primeiro disco, “Marry Me”, é pedia certa pra os que já se cansaram de “1 2 3 4″.
69) “Ayo technology (she wants it)”
50 Cent feat. Justin Timberlake e Timbaland

Ok ok. Por mais que a dupla dinâmica do pop americano esteja ali no background, continua sendo 50 Cent e sexista para caralho, mas vai me dizer que não funciona? Como uma versão porn de “Cry me a river”, a música traz os synths do Timbaland como a única base, sem batidas, quase atmosféricos, até que chega o refrão com Justin soltando aquele falsete-Prince característico das suas últimas produções. E você acaba se esquecendo que aquilo é 50 Cent e o quão ele é idiota.

68) “Rise above”
Dirty Projectors
“Rise Above”, o disco, foi uma das idéias mais arriscadas de 2007 – retrabalhar um álbum clássico inteiro, no caso “Damaged” do Black Flag. Tinha tudo para dar errado (o hardcore do original transformado em freak-folk dos anos 2000), mas a faixa-título e gran finale do disco dissipa qualquer dúvida ou má impressão. Diametralmente diferente e, talvez por isso, igualmente devastadora.

67) “Fluorescent adolescent”
Arctic Monkeys
Quem diria que “Fluorescent adolescent” faria os macacos ‘estourarem’ (em termos) aqui no Brasil. Das duas uma: ou o meu porteiro é indie, ou essa é a primeira música a tocar tanto na Last FM quanto na Nativa FM. De qualquer forma, palma para eles.

66) “Elephant gun”
Beirut

Mesmo sendo bem menos do que falam dele (gênio? daqui uns 10 anos talvez…), Zach Condon tem lá seus méritos. “Elephant gun”, ponto alto do EP “Long Gisland”, concentra todos eles. Estão ali os arranjos inusitados e belos, a voz expressiva, as pinceladas de música dos balcanica e a melodia emocionada. Está no caminho certo, agora basta sobreviver ao hype.

65) “The dull flame of desire”
Björk feat. Anthony Hegarty

“Volta” foi mais interessante não pelo o que foi vendido, – um álbum pop da Björk – mas por pequenas surpresas como essa. “The dull flame of desire” é épica e emocionalmente gigantesca, mas ao mesmo tempo guarda uma fragilidade sutil, humana. A impressionante simbiose dois vocais e da orquestração parecem envolver o ouvinte, inundá-lo. Desvastadora.

64) “Suportar”
Lasciva Lula
Justo quando a banda começa a aparecer no radar, – depois de quase 10 anos de existência – o Lasciva Lula decidiu que continuar batendo cabeça contra o mercado fonográfico brasileiro não valia a pena. Mais uma triste história dos que ainda teimam ir contra os padrões estabelecidos (há uns 10 anos atrás) nessa coisa nefasta que é o pop brasileiro. “Suportar” é a faixa mais calma de “Sublime Mundo Crânio” e a essa altura soa com um belo e doloroso adeus.

63) “My moon my man”
Feist
É um clichê velho de cantora-madura querer flertar com o jazz, ou se diser influenciada por ele. Só que há mares de distância entre uma Nina Simone e, sei lá, uma Luíza Possi. Geralmente falta elegância ou criatividade. Para desespero das outras, Leslie Feist tem as duas características, de sobra. “My moon, my man” é charmosa, elegante e sexy – um jazz-pop competente por quem entende do riscado.

62) “My favorite book”
Stars

Depois dessa, a nossa amada senhora Nina Persson pode se aposentar. Nessa coisa-fofa de música, Amy Millan chega querendo tudo, sutil como se não quisesse nada, e arrabata os corações dos marmanjos, igual a sueca fazia lá nos idos de “Lovefool”. Casa, comida e roupa lavada. Topa, Amy?

61) “Atalho clichê” MP3
Terminal Guadalupe

Ainda na busca por um disco 100% (“A Marcha Dos Invisíveis” quase chegou lá), os curitibanos do Terminal Guadalupe já podem ser orgulhar de ter composto uma das melhores canções de amor-partido de 2007. Pop rock com inteligência e cantado em português, por quem ainda acredita nisso.

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Melhores de 2007: 15 Shows

Janeiro 14, 2008 · 1 Comentário

Notícia velha que 2007 foi o grande ano para shows no Brasil, né? Fico feliz de ter ido a uma quantidade sufiente para que consiga fazer essa lista. 2008 está aí e já temos confirmados Interpol, Klaxons, Yo La Tengo, José González (que vou perder mais uma vez!), Bob Dylan, My Chemical Romance, Editors e até Justin Timberlake! E isso só no primeiro semestre, com só um festival. Imagina lá pra Outubro e Novembro…imagina Radiohead?

Perdi…
Battles
Cat Power
Coldplay
Joanna Newsom
Phoenix
Keane
Roger Waters
The Police
Eagles Of Death Metal
Mudhoney
Aerosmith
Soulwax/2ManyDJs
The Chemical Brothers

Enfim, a lista.

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15) Móveis Coloniais de Acaju @ Festival Indie Rock – Circo Voador (26/07)
Faço um mea culpa aqui sobre o Móveis: ignorei a banda por dois anos (até esse show), fui burro e preconceituoso (feijoada búlgara? oi?). Mas esse show me pegou de jeito e fez o segundo disco da banda (que, dizem, sai pela Som Livre) ser ansiosamente aguardado aqui em casa. A apresentação foi uma loucura como, dizem, ser todas as da banda. Gente corendo, se esbarrando, pulando e fazendo roda no final. E a música? Divertida, original e – acreditem – emocionalmente poderosa. [resenha completa]

14) The Rakes @ Festival Indie Rock – Circo Voador (26/07)
Com o “Ten New Messages” já lançado e com a maioria das expectativas desfeitas, o Rakes não parecia ter muito para oferecer além daquelas velhas lições pós-Is This It. Mas, lembre-se, eram boas lições. Roquinhos de 3 minutos encharcados de um novo-velho niilismo metropolitano, se bem executados, ainda garantem um ótimo show. Se rola um clichê, tipo invasão de palco então… Work work work pub club sleep é, digamos, o novo it’s only rock n’ roll but I like it. [resenha completa]

13) Tokyo Police Club @ Planeta Terra (10/11)
Ok, o Tokyo Police Club ainda só tem, vejamos, 25 minutos de músicas gravadas. 25 minutos dos mais promissores. Imagine os Strokes (ou o próprio Rakes) dando um encontrão musical no Ride. Cada músico da banda parece tocar numa vibe diferente. Por exemplo, o tecladista maluco parecia dopado de ácido num show do Chemical Brothers, já o guitarra solo devia estar se imaginando um novo Kevin Shield, enquanto o vocalista era todo desconcerto contente de ver todo mundo com as letras (pelo memos dos semi-hits “Nature of experiment” e “Cheer it on”) na ponta da língua. Isso tudo, por enquanto, funcionou tão bem nos nossos MP3s como ao vivo. Nos resta aguardar os próximos capítulos.

12) Cansei De Ser Sexy @ Planeta Terra (10/11)
Tinha tudo para dar muito errado. A primeira apresentação do CSS 18 meses depois do estouro tinha como pano de fundo a troca de farpas entre a banda, a imprensa brasileira e público em si. O show começou com um som horrível e a banda num quase pé-de-guerra com os técnicos. Era como se tudo que tinha dado certo no resto do Planeta Terra, tivesse falhado justo no show do CSS. Parecia que a qualquer momento o bateirista-guitarrista-mentor-e-porta-voz da banda, Adriano Cintra, fosse levantar e pagar o esporro para produção, para o público, para imprensa e para o Brasil. Quase. Daí que as coisas se acertaram e o público foi ao delírio com tudo que só ouvia falar que o CSS era capaz. E a banda parecia feliz no país em que ela não estourou. No mais, aquele argumento que o CSS é só uma piada armada pelos modernetes de SP parece não colar tão bem como quando tudo isso começou.

11) Arctic Monkeys @ TIM Festival – Marina da Glória
Foi um trabalho difícil esperar e assistir os Arctic Monkeys. O calor era absurdo o cheiro de suor pior ainda. Todo mundo se espremia para ver “primeira grande banda da geração myspace”, incluindo os fãs histéricos que formam a “geração myspace”. Era o primeiro grande show de grande parte dos presentes, a quantidade de pais na fila não nega (a censura era 16 anos). Era o dia da vida daquelas pessoas pelo tanto que todos pulavam, gritavam e se entregavam àquelas canções. E o show? Foi rápido, certeiro e se muitas firulas. O repertório juntando as melhores dos dois discos já forma um bom conjuto e a banda parece disposta a executar cada uma das músicas da forma mais precisa possível. A bela ” A certain romance” fechou brilhante a noite suada. Sem bis. Sem “tchau! obrrigadou brrrahsil!”. Pelos sorrisos, ninguém se importou. Nem eu. [resenha completa]

10) Hot Chip @ TIM Festival – Marina da Glória
Das várias mancadas (e não foram poucas) que a produção do TIMFest cometeu na edição 2007, a maior (para mim) com certeza foi ter escalado o Hot Chip para tocar antes do Arctic Monkeys. A maior tenda da Marina da Glória abarrotada de gente não foi o lugar perfeito para eletrônica pesada, psicodélica e extremamente dançande do Hot Chip. As fãs dos macacos faziam cara de “oi?” com as longas jams de teclado, sinterizadores, baixo e uma eventual guitarra, provavelmente se perguntando quem era o nerd enrolado num saco plástico que comandava aquilo tudo. Eu até tentei dançar. Não deu. Mas pelo que se ouviu, os ingleses estão perto de cometer uma obra-prima em seu terceiro disco, “Made In The Dark” (já vazado, mas com uma voz irritante por cima). [resenha completa]

09) Vanguart @ Cinematéqué Jam Club
Não vou negar que meu primeiro show do Vanguart foi bem decepcionante. Atraso de quase 2 horas, o som nefasto do Teatro Odisséia (e o chopp quente e caro do local) e a banda parecendo não estar nos seus melhores dias fizeram que eu quase mudasse minha opinião sobre a banda. Por sorte, uma nova chance apareceu, na charmosa e aconchegante Cinematéqué, com um som bem mais audível e ainda com abertura luxuosa do duo de folk-rock chileno Perrosky. E o Vanguart não decepcionou, mesmo com um Hélio Flanders com voz arranhada. O show foi longo e intimista, com banda e público batendo papo. O set resgatou algumas canções dos primeiros EPs, além de belas versões para minhas favortitas (“Para abrir os olhos” e “Antes que eu me esqueça”) e final com duas covers de Beatles. Classe. [matéria com Vanguart]

08) The Killers @ TIM Festival – Marina da Glória
Algumas pessoas devem se lembrar da seguinte citação que descreve bem a função de um frontman: “I connect. I get people off. I look for the guy who isn’t getting off, and I make him get off.” A frase pertence a Jeff Bebe, vocalista da banda fictícia Stillwater (de “Quase Famosos”), mas não soaria estranha na boca de Brandon Flowers. Não importava o quão cafona pudesse estar o palco, não importava o quanto o resto da banda se esforçasse para aparecer, era Brandon que comandava a platéia. Flowers ia até a tal pessoa que não estava ‘geting off’ e fazia ela estourar os pulmões e os tornozelos de tanto cantar e pular. Metade Morrissey, metade Mercury, Brandon se encaminha para ser o cantor das multidões dessa década. Só tem que tomar cuidado para música não ficar pelo meio do caminho. [resenha completa]

07) The Magic Numbers @ Festival Indie Rock – Circo Voador (25/07)
“Tudo fica bem quando acaba bem” é o clichê perfeito para o primeiro dia do Festival Indie Rock. Nem Lucas Santta, nem Hurtmold conseguiram animar o pequeno público, disperso no Circo Voador. A noite parecia perdida e os a atração principal não gerava uma expectativa tão promissora. Vindos de um disco bastante inferior a sua estréia (“Those The Brokes”, 2006), o Magic Numbers chegava ao Brasil como um hype da outra estação. Só que aí – trocadilhemos – fez-se a mágica. E todo mundo ali lembrou porque tinha vindo e porque gostava de Magic Numbers. Para os queriam sucessos, “Take a chance” e “Love me like you”. Para os corações ternos “I see you, you see me” e “Undecided”. Para os confusos, “The mule” e a nova “Fear of sleep”. Para todos, “Forever lost”. “Fofo”, saca? [resenha completa]

06) Björk @ TIM Festival – Marina da Glória
“Volta” pode não ter sido tudo aquilo que prometia ser, mas ao vivo, seu mundo multicolorido e conectado funcionou como poucos. Indo das “paisagens emocionais” de “Jóga” ao batidão revolucionário de “Declare independence”, Björk brindou o público brasileiro com um show à altura de suas prentensões. Não bastassse o vestido de pós-bufão-de-carnaval, a islandesa trouxe consigo toda a maravilhosa parafernália pirotécnica, fazendo do show uma experiência audiovisual única, que justifica todo blábláblá de “artista total” que vem preso à Björk.
[resenha completa]

05) The Rapture @ Planeta Terra (10/11)
Impossível ficar parado é o mínimo que pode ser dito sobre seu corpo no show do Rapture. Fechando a noite do palco ‘indie’ do Planeta Terra, os novaiorquinos tocaram com os graves no limite, jogando a platéia num transe contínuo ao som do melhor punk-funk-disco. É o tipo de banda que faz muito mais sentido no palco, onde mesmo canções supostamente mais discretas como “First gear” se tornam petardos irresistível.

04) LCD Soundsystem @ Via Funchal (13/11)
“Get innocuous”, essa aí no vídeo abaixo, nem foi uma das melhores do show. Tem noção?

[resenha completa]

3) Girl Talk @ TIM Festival – Marina da Glória
Quando os pés já doiam e a vontade de sair da Marina da Glória parecia forte demais para ser ignorada, subiu no palco um americano quase-baixinho, nerd-descolê e disse que tinha vindo de Pittsburg para fazer a festa aqui no Brasil. Daí tudo correu rápido demais e de uma maneira intensa demais para ser descrita. Imagine comprimir os 50 e tantos anos de música pop no pequeno lapso de meia hora e dançar loucamente isso tudo. Foi um pouco mais que isso.
[resenha completa]

2) Mombojó @ Circo Voador (02/06)
Alguns shows são mais do que puras e simples apresentações musicais. Eles pod~em não mudar o mundo, mas podem mudar alguma coisa na sua vida. No caso, esse show do Mombojó fez resgatar muita da minha esperança que as coisas podem se acertar, mais especificamente no rock brasileiro. Os pernambucanos estão no topo do seu jogo. A melhor banda do Brasil. [resenha completa]

1) LCD Soundsystem @ Circo Voador (16/11)
A excelência de James Murphy já tinha sido comprovado no show de São Paulo (nº 4 dessa lista), mas ver o LCD Soundsystem no Circo Voador garantiu uma das melhores noites ever. Não bastasse a banda estar mais animada do que em SP e ter espaço de sobra para dançar (ingressos a 100 reais fizeram muita gente desistir), o Circo é o Circo. Eu poderia perder meu tempo falando tentado descrever o quão insano foram os 20 minutos da “Yeah!”, ou que o empurra-empurra em “Movement” deixaria qualquer outro empurra-empurra envergonhado. Ou poderia dizer que “All my friends” é definitivamente uma das música da década. Resumo: o show do ano. [resenha completa]

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Falando a verdade…

Outubro 26, 2007 · Deixe um comentário

…não foi nada de labirintite. É que ela, a Feist, sou que não ia assisti-la, aí achou melhor cancelar. Mals’aê.

No mais, as melhores três semanas de 2007 (e da minha vida? huh?) começam amanhã.

De 25/10 à 16/11, na ordem:
Anthony And The Johnsons
Björk
Hot Chip
Arctic Monkeys
Vanguart (?)
Del Rey (?)
Montage (?)
Juliette & The Licks
The Killers
Spank Rock
Girl Talk
Diplo
Supercordas
Lucy & The Popsonics (?)
Tokyo Police Club
Pato Fu (?)
Datarock
Instituto apresenta “Racional” (?)
Datarock
Lily Allen
Cansei de Ser Sexy
Devo (?)
Vitalic (?)
The Rapture
Kasabian
The Field
LCD Soundsystem
LCD Soundsystem

Dá para acreditar?

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Run, Livio, Run

Agosto 21, 2007 · Deixe um comentário

Sim. O meu TIM Festival vai ser uma correria só.

No dia 26, começo com show do Anthony and the Johnsons (20h), depois da Björk (umas 21h30). Aí, saio correndo para o palco do Hot Chip com Arctic Monkeys, que começa 23h30. Ainda não sei se dou uma passada no palco das divas, para ver a Feist, e talvez a Cat Power. Certo é que não perco o show do Vanguart por nada.

Dia 27, domingão, vai ser um pouco mais traqüilo. Ou não. Às 8 da noite vejo as loucurinhas da Juliette Lewis, depois a megalomania de Brandon Flowers e os Killers. Talvez rolem algumas horinhas de descanço, antes da programação do TIM Festa, no qual devo cair mesmo para tenda do mash-up, com Spank Rock e Girl Talk. Quem sabe até eu dê uma chegadinha para ver “qual é” a desse “Funk Global”.

Aí, na segunda, eu tento dormir. Ou não.

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