perdido no supermercado

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i’ve been…for so long

Março 15, 2009 · Deixe um comentário

Então, 453 mil anos.

E tudo mudado ou mudando. Tanta coisa. Tanta coisa mesmo.

Acho que aos poucos eu estou aprendendo a me livrar daquilo que me faz mal. Talvez crescendo, não sei bem. A confusão é a de sempre, mas, enfim, taí um ponto que me define. Eu acho.

Fato é que eu realmente estava com vontade de voltar ao perdido e às minhas crises, e achar uma coisa que eu acreditava ter jogado no lixo há priscas eras só me fez ter mais vontade ainda. A tal coisa, um dia importante, é talvez a melhor mixtape que eu tenha gravado. Uma pena que só eu tenha ouvido, mesmo. Sabe, ela faz um sentido absurdo. É quase lógica e essencialmente kick-ass. Não tem nome, não cheguei a esse ponto. No CD só está escrito “MIXTAPE #02″, por que ela foi a segunda.

Enfim, são essas as últimas canções, para quem se interessa

MIXTAPE #02
1. “Por Entre As Mãos”, Superguidis
2. “You Can Make Him Like You”, The Hold Steady
3. “Crumble”, Dinosaur Jr.
4. “Brainy”, The National
5. “A Girl In Port”, Okkervil River
6. “Heartbeats”, José González
7. “Ballad Of Carol Lynn”, Whiskeytown
8. “Don’t Know Why”, Neil Young
9. “Impossible Germany”, Wilco
10. “Ball And Biscuit”, The White Stripes
11. “Make It Wit Chu”, Queens Of The Stone Age
12. “Antes Que Eu Me Esqueça”, Vanguart
13. “Show Your Hand”, Super Furry Animals
14. “Adelaide”, Mombojó
15. “Fireworks”, Animal Collective
16. “Vapour Trail”, Ride
17. “Little Lover’s So Polite”, Silversun Pickups
18. ” A Certain Romance”, Arctic Monkeys

E os olhos continuam secos, sabe se lá por quê.

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feeling, feeling, feeling

Maio 28, 2007 · 1 Comentário

Deve ser a sexta ou sétima vez que ouço o “Unknown Pleasures” do Joy Division em menos de dois dias.

Anda fazendo frio, muito mais do que o de costume para o final de maio. E, apesar da chuva, o mundo parece ainda mais árido e desprovido de alguma beleza do que há meses atrás, sem a chuva.

Dois dias de boas noites de sono e ainda me sinto cansado demais, estressado demais, esgotado demais para tentar fazer alguma coisa certa. Ou pelo menos fazer alguma coisa. Mas, oras, por que eu? Só eu?

Desconversar, por que não?

Nosso cinismo, antes tão divertido, está por corroer nossos últimos lampejos de honestidade. E de vergonha na cara.

Avise ao mundo: precisamos de esperança. A mais doce melodia injetada direto no coração. Ou então, o que mais prezamos (ou diziamos que prezávamos) não dura até o Inverno.

Porque, afinal, alguém tem que estar ouvindo. Nós, talvez?

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barulho e confusão

Maio 8, 2007 · 3 Comentários

Muito barulho.
Muita confusão.

Maio começou agitado.

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eis o outono…

Abril 1, 2007 · 1 Comentário

Vindo de dois álbuns que insistiam em algum experimentalismo para realçar a força das melodias de Jeff Tweedy, o Wilco de “Sly Blue Sky” aparece sóbrio e, como sempre, dolorosamente belo.

“Sky Blue Sky” é trilha perfeita para esse outono. É música para um domingo à noite depois de uma fim de semana agitado. Verão? Deixa o verão para mais tarde. O álbum traz as mesmas referências uqe fizeram do Wilco uma das bandas mais bacanas de sua geração. Estão aqui: o country-rock, o folk, o blues, as pitadinhas de rock alternativo (R.E.M. e Replacements), o power pop e até um pouco de soul. Jeff Tweedy é gênio, e isso não é só um clichê, como também a mais pura verdade. Tweedy tem o dom de escolher as palavras exatas, as vírgulas corretas e pontos finais precisos para descrever tanto esse sky blue sky quanto nosso heart confused heart. E nas poucas vezes que lhe falta palavras, sobra-lhe melodias. E os melhores solos de guitarra, desde que inventaram solos de guitarra.

O que mais eu preciso nesse outono além de um bom solo de guitarra?

O Outono sempre foi minha estação preferida: sem chuvas, sem calor, sem frio e sem os insetos irritantes da primavera. Ok, faz nenhum sentido falar em outono nesse calor infernal que está fazendo aqui no Rio. Mas eu cresci em Passa Quatro, e lá falar de outono e das outras estações faz pelo menos um pouco de sentido. Se o clima não muda, aqui dentro imperam revoluções. Se os excessos do verão me confundem um tanto, no outono fica tudo bem mais claro. O que é complicado continua complicado, porém se sabe peplo menos o porquê dessa complicação e confusão toda.

Nesse “Sly Blue Sky” não há muito espaço para o cinza das nuvens e da confusão. As melodias e os pensamentos fluem claros, sem escapatória pro coração. Depois de muito esconde-esconde do sol e de tudo, o que resta é escolher o lugar e a palavra (que parecem) certos.

Adeus confusão, o Outono chegou.

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5 músicas para esse outono

“Impossible Germany”, Wilco:

“Uma Alemanha impossível,
Um Japão improvável.
É para isso que o amor serve.
Para nos por num lugar
belo e sozinho
cara a cara”.

A melhor faixa de “Sky Blue Sky” não precisava ter uma letra assim. Mas tem. Ela não precisava ter o melhor solo de guitarra desde “At least that’s what you said” (do prórpio Wilco), mas tem. Ela não deveria ser meu hitzão do outono. Mas é.

“The Golden Age”, Beck:
Essa é o outono inteiro em uma única canção. Do disco triste do Beck, “Sea Change”. “Put you hands on the wheel / let the golden age begin”. Eu obedeço.

“Notice”, Gomez:
O Gomez pode não ser uma grande banda para discos (“Bring It On”, melhor da banda ainda passa longe da perfeição), mas não há como negar que eles sempre colocam umas 3 ou 4 canções fantásticas em cada um deles. “Notice” é uma das três de “How We Operate”, de 2006 (as outras, “Girlshappedlovedrug” e “Charlie Patton songs”) e desde da primeira nota me nocauteou sem muita explicação. Acontece como aconteceu deles te fazerem perder a cabeça por aquela “Tijuana Lady” do “Bring It On”. No caso de “Notice”, eles te fazem perder a cabeça por uma garota que não percebe o que acontece ao seu redor, nem as mentiras que contam pra ela. Acontece.

“Dirty Version” , Voxtrot:

B-side da banda nova prefira da casa, então, coisa séria. Balada lo-fi conduzida por um violão preguiçoso, noises de guitarra e teclado tão sutis que parecem coisa da sua imaginação, além de uma voz feminina mais preguiçosa e sutil que o resto da faixa. “Eu vou de leste à oeste nesse lugar / Meus pés nos seus passos / Gritando mais alto do que um tiro / Eu ainda não terminei com você”. Como disse, coisa muito séria.

“Parisian Skies”, Maxïmo Park:

Punk magoado com pé no freio e letra construída com várias rimas estranhas. Parece pouco, mas me pegou de jeito. Pecado mundando que fecha o disco novo do Maxïmo Park, banda de punk magoado com pé no freio e letras construídas com várias rimas estranhas. Viciante e sem sentido como o Maxïmo Park.

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