perdido no supermercado

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tanta coisa, rápido demais

Outubro 20, 2008 · 1 Comentário

Essa provavelmente é a última vez que vou ter tempo de postar em muito tempo (penso em um mês numa boa), então vamos de post grande e tal.

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Morte é sempre uma merda. Por mais que você nem tenha um envolvimento sentimental com essa pessoa, ver quem você gosta chorando é uma das piores coisas do mundo.

Só perdi uma pessoa que eu realmente amava, o meu tio avô que foi mais avô que meus dois avôs. Meu avô materno também morreu, mas ele era um cara não muito legal (só conheci quando estava de cama, provavelmente por castigo divino) e eu nem sinto saudades – foi triste na hora, mas passou rápido. Talvez por isso eu tenha bastante medo de como eu vá reagir quando alguém importante (minhas avós, por exemplo) morrer. Eu não me sinto nada preparado para isso.

(Mas alguém se sente?)

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O Festival do Rio acabou há, uhm, duas semanas e só agora você vai saber o que eu gostei e não gostei. Sem mini-resenhas, claro.

Se você olhar na lista inicial, acabei não conseguindo ver muita coisa (cansaço, lapsos de memória, organização cancelando meus filmes e mudando horários das sessões, etc) e tive que me virar com bombas como “Velha Juventude”.

1) “Sinédoque, NY” – 10,0
2) “Doidão” – 9,5
3) “Rebobine, Por Favor” – 9,5
4) “Loki – Arnaldo Baptista” – 9,0
5) “Crítico” – 9,0
6) “Joe Strummer: o futuro está para ser escrito” – 9,0
7) “Waltz With Bashir” – 9,0
8) “Choke” – 8,5
9) “Todos os meus fracassos sexuais” – 8,5
10) “Se nada mais der certo” – 8,0
11) “O Casamento de Rachel” – 8,0
12) “Patti Smith: Sonho de Vida” – 8,0
13) “Procedimento Operacional Padrão” – 8,0
14) “Gomorra” – 7,0
15) “CSNY: Déjà Vu” – 6,5
16) “Apenas O Fim” – 5,0
17) “Velha Juventude” – 0,0 (HORROR!)

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Na quarta-feira (22/10) estarei indo mais uma vez a São Paulo atrás de shows. Dessa vez Kanye West, Klaxons e Neon Neon no Tim Festival.

Depois volto dia 08/11 para lá para o Planeta Terra (o Bloody Pop é um blog-embaixador!) e talvez o R.E.M.

São Paulo é tão grande que eu nem sei por onde começar a desbravar cidade, mas toda vez que vou pra lá dá vontade de ficar mais, de conhecer mais. Adoro o Rio, – tem cidade mais linda, mais caoticamente harmoniosa? – mas será que, por exemplo, vou conseguir emprego para trabalhar com o que eu quero (o que?) aqui? Enfim, tenho gostado cada dia mais do concreto e da miscelânia, mas e o trânsito que já me irrita tanto aqui?

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Shows, shows e mais shows

Até dezembro, na ordem:
Kanye West
Neon Neon
Klaxons
The National
MGMT
Marcelo Camelo
Paul Weller
Gogol Bordello
Dan Deacon
Junior Boys
Do Amor
Nina Becker
Brothers Of Brazil
Mallu Magalhães
Vanguart
Curumin
Animal Collective
The Jesus And Mary Chain
Foals
The Offspring
Spoon
Bloc Party
The Breeders
Kaiser Chiefs
Skank
Vanguart
Marcelo Camelo

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Agora você pode ver todos os meus setlists e saber quais os discos que eu já ouvi na ordem, percebeu?

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Esqueci o que eu ia escrever. Acontece

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Festival do Rio: “CSNY: Déjà Vu” e “O Casamento de Rachel”

Setembro 28, 2008 · 1 Comentário

- “CSNY: Déjà Vu” (Neil Young, 2008) – Nota: 6,5
O documentário sobre a turnê de reunião do Crosby, Stills, Nash & Young em suporte ao disco que Neil Young fez sobre a guerra no Iraque, “Living With War” (2006), é mais político do que musical. Até emociona no em alguns momentos, mas perde o pique várias vezes e consegue ser incrivelmente retundante na maior parte do tempo. Mesmo assim o Neil Young continua sendo um dos meus Top 5 avôs perfeitos.

- “O Casamento de Rachel”: (Jonathan Demme, 2008) – Nota: 8,0
O filme que vai levar a fofa Anne Hathaway a sua primeira indicação (quem sabe o prêmio) ao Oscar se sustenta por causa dela e do resto do elenco. “O Casamento de Rachel” é um dramalhão-Casos-De Família-style fechado em si mesmo, que desce bem por causa da primorosa direção de atores e do roteiro. Tudo é muito bem contado e encenado, com a câmera próxima dos personagens impedindo que eles se escondam durante todo filme.

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- Morra.

Setembro 28, 2008 · 3 Comentários

Começando pelo final, eu sei que isso é só uma baita crise e vai passar e tudo vai ser diferente amanhã e eu vou ter forças suficientes para acordar e colocar a minha vida em ordem e fazer mil outras coisas além disso. Se tem uma coisa que eu não consigo, por mais esgotado e incrivelmente sozinho que eu me sinta aora, é desistir. Posso me render a tristeza por duas horas, mas não por dois dias, muito menos por duas semanas.

A crise – mágoa, solidão e insatisfação em doses suficientes – começou no exato momento em que subiam os créditos de “Sinedóque, Nova Iorque”, novo filme do Charlie Kauffman (roteirista de “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”, “Adaptação” e “Quero Ser John Malkovich”). “Sinedóque” é imenso, difícil e quase excessivo. Mas fez um estrago aqui dentro, ou pelo menos fez que esse estrago vir à tona pelas ruas que me trouxeram da Rua do Passeio à tela do computador nesse post forever-delayed ao som dos Smiths.

2008 foi o que um boxer precisa ser: rápido e preciso. Enfiou as pancadas na hora certa, nos lugares certos e mesmo que eu continue me levantando, essa(s) luta(s) estão perdidas. Logo logo eu sei que vai haver um juiz misericodioso que encerre a partida e me deixe recolher os meus cacos em paz. Enquanto ele não aparece, eu continuo levantando para levar porrada da vida. Ela é uma puta que eu adoro.

E agora, o começo.

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O cinema vai salvando nossas vida

“Sinedóque, Nova Iorque” é o meu terceiro filme do Festival do Rio 2008. Tem mais um vinte pela frente e a idéia é fazer o mesmo do ano passado e ir comentando os filmes a medida que são assistidos. Os primeiros e a programação são esses aí embaixo.

- “Gomorra” (Matteo Garrone, 2008) – Nota: 7
Filminho italiano bem falado em Cannes que eu escolhi na falta do que escolher. E melhor do eu esperava, – confesso que a minha paciência anda muito curta para o cinema europeu – uma espécie de “Tropa de Elite” à italiana. Mostra o qual séria é a situação do crime organizado lá, só que sem discutir as relações de causa-consequência como filme brasileiro faz muito bem. É muito bem filmado, mas faltou um clique ou eu ter nascido na Itália.

- “Joe Strummer: O Futuro Está Para Ser Escrito” (Julien Temple, 2007) – Nota: 9
Eu já tinha um carinho especial pelo Joe Strummer, -afinal, foi ele que escreveu a canção-título desse blog – mas não dá para sair da sessão sem achar o cara o máximo. É emocionante ver tanta gente (de ex-companheiros de banda a Bono e Johnny Depp) falando tão bem dele de uma maneira tão íntima. É como se você ficasse brother dele depois do filme. A edição e as imagens de arquivo são um show a parte.

- “Sinedóque, Nova Iorque” (Charlie Kauffman, 2008) – Nota: 10
Volte ao começo do post.

O que vem por aí:

28/09 – DOMINGO
14h – “CSNY: Déjà Vu”
16h30 – “O casamento de Rachel”
29/09 – SEGUNDA
16h15 – “Sinedóque, Nova Iorque” (é, de novo)
30/09 – TERÇA
19h – “Rebobine, Por Favor”
01/10 – QUARTA
a programar
02/10 – QUINTA
20h – “Vicky Cristina Barcelona” (está com ingressos antecipados esgotados, mas quem sabe eu consiga comprar na hora)
22h30 – “Jards Macalé – Um Morcego Na Porta Principal”
03/10 – SEXTA
19h – “Simonal – Ninguém Sabe O Duro Que Eu Dei”
23h45 – “Ponyo On The Cliff By The Sea”
04/10 – SÁBADO
12h – “Choke”
18h – “Crítico”
20h – “Se Nada Mais Der Certo”
22h30 – “Loki – Arnaldo Baptista”
05/10 – DOMINGO
18h10 – “Patti Smith: Sonho De Vida”
20h15 – “Apenas O Fim”
06/10 – SEGUNDA
18h – “Todos Os Meus Fracassos Sexuais”
20h45 – “Waltz With Bashir”
07/10 – TERÇA
19h50 – “La Leonera”
08/10 – QUARTA
17h15 – “Doidão”
20h15 – “O Silêncio De Lorna”
09/10 – QUINTA
22h30 – “Happy-Go-Lucky”

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A música, sempre ela

O Mombojó de quinta e o Justice ontem iniciaram mais uma fase corrida de shows na minha vida.

Tem Momo no Cinemateque semana que vem, Curumin no Circo no meio de outubro e depois Tim Festival. – duas noites em Sampa e duas no Rio – Festival Planeta Terra, R.E.M. em Sampa ou Bloc Party no Circo. E quem sabe Goiânia Noise ou Nokia trends. Marcelo Camelo no Canecão para fechar o caneco.

E o Bloody Pop no meio de tudo isso.

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Certeza que eu não disse 10% do que eu queria. Mas são 3h30 da manhã e amanhã eu tenho que acordar esperançoso.

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o Festival do Rio, o incêndio, o Radiohead e o resto

Outubro 7, 2007 · 2 Comentários

Eu tenho dormido muito mal. Daí vem o mal humor, a preguiça, a falta de saco, etc. E isso não tem nada a ver com o resto do mundo. Só que dá para as coisas acontecerem de uma maneira racional, por exemplo, cada coisa de uma vez?

Enfim…

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O Festival do Rio acabou e o saldo foi bom, mas acho que um pouco inferior ao ano passado. Estava mais vazio, a seleção de filmes brasileiros estava menos quentes e quase toda atenção ficou com o “Tropa de Elite”, que eu não vi. (E já estreou. E estou com preguiça de ir até o cinema). Tiveram grandes filmes (“Control” e “Sonhando Acordado”, principalmente), claro, mas acho que faltou uma grande surpresa, como foi o “Proibido Proibir” ano passado. Uma penca de filmes eu não vi por que vão para o circuitão e vários outros por que a preguiça me impediu (“Paranoid Park”, “Kurt Cobain: Retrato de Uma Ausência”, “Déficit” e “A Era da Inocência”). De qualquer forma seguem as últimas mini-resenhas e a lista final. Eu ia tirar uma foto bacana com todas as entradas. Não tirei.

- “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” (Cristian Mungiu, 2007) – Nota: 8,5
É muito triste e muito forte. Mungiu levou a Palma de Ouro exatamente por conseguir extrair grande beleza desse mundo cão. Bela e inusitada fotografia.

- “Controle, A História de Ian Curtis” (Anton Corbjin, 2007) – Nota: 10,0
É tão maravilhoso quanto se espera. Não vale falar que é uma ótima história. É impressionante ver o quanto da fotografia Corbjin trouxe para o cinema, às vezes parece que o filme ~soa fotos em movimento de tão impactantes que são. Não tinha como dar erado e não deu.

- “O Búfalo Da Noite” (Jorge Hernandez Aldana, 2007) – Nota: 3,0
É um daqueles filmes que você sabe que alguém errou, mas não dá para precisar exatamente quem. O roteiro é confuso, vai e volta no tempo, se perde em tentar fazer o espectador acreditar que o filme é sobre outra coisa que não sobre a loucura. A direção também se perde na tentativa de fazer o do filme um thirller, um filme de terror, de suspense, para no final o filme não ser nada mais do que um romance poético. Difícil aceitar um filme cujo ponto forte é a trilha do Mars Volta.

- “I’m Not There” (Todd Haynes, 2007) – Nota: 9,0
É o filme-biografia mais interessante formalmente que você vai ver em muito tempo. Todd Haynes estilhaça Dylan em 6 personas diferentes para fazer disso uma grande investigação do mito, e não da pessoa. Não é um filme sobre Robert Allen Zimmerman (para isso, veja o “No Direction Home” do Scorcese), é sobre Dylan, ou melhor, é sobre a mania da cultura pop de construir seus próprios ídolos.

FESTIVAL DO RIO 2007 – Lista Final
1) “Controle, a História de Ian Curtis” (Anton Corbjin, 2007) – 10,0
2) “Sonhando Acordado” (Michel Gondry, 2006) – 10,0
3) “O Expresso Darjeeing” (Wes Anderson, 2007) – 9,5
4) “I’m Not There” (Todd Haynes, 2007) – 9,0
5) “A Via Láctea” (Lina Chamie, 2007) – 9,0
6) “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” (Cristian Mungiu, 2007) – 8,5
7) “Annie Leibovitz: Vidas Retratadas” (Barbara Leibovitz, 2007) – 8,5
8) “Império dos Sonhos” (David Lynch, 2007) – 8,0
9) “Cashback” (Sean Willis, 2006) – 8,0
10) “Shortbus” (John Cameron Mitchell, 2006) – 7,5
11) “Antiga Alegria” (Kelly Reichardt, 2006) – 6,5
12) “Em Paris” (Christophe Honoré, 2006) – 4,5
13) “I’m A Cyborg, But That’s OK” (Chan-wook Park, 2006) – 3,5
14) “O Búfalo da Noite” (Jorge Hernandez Aldana, 2007) – Nota: 3,0
15) “Garçonete” (Adrienne Shelly, 2007) – Nota: 1,0
16) “Onde Andará Dulce Veiga?” (Guilherme de Almeida Prado, 2007) – Nota: zero

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A UERJ pegou fogo. É, fogo. Com direito a bombeiros, plantão na Globo e vários fotos que parecem vindas do Iraque. Segundo o reitor e o diretor do minha faculdade, a situação está normalizada, depois de uma semana. As aulas voltam segunda. Detalhe: o laudo final só sai em 30 dias. Ou seja, a idéia é arriscarmos nossas vidas durante um mês, saca?

Justo agora que as coisas pareciam estar no caminho certo.

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Além disso tem o disco do Radiohead. Eu fico feliz de ter feito uma das primeiras matérias (a primeira?) do Brasil sobre o disco, tipo dez horas da noite de domingo passado. Fiquei muito empolgado com toda história do “quer pagar quanto?” e isso de certa forma foi a causa da minha decepção. A reação ficou muito aquém do esperado, tanto do público comum, quanto do especializado. Parece que todo mundo ficou “ah, o Radiohead vai lançar um novo disco. ok, sigamos com nossas vidas”.

Ninguém está se ligando ao fato de que a banda mais importante do mundo acaba de se por forada maneira que a música pop é comercializada desde de seu início. Para o Radiohead, não há mais gravadoras. E é você quem decide quanto vale a música deles. A indústria fonográfica acabou, e quem está dizendo isso é só o Radiohead.

E, oras, é o disco novo do Radiohead.

By the way, eu não paguei nada pelo disco. Queria a tal da DISCBOX, mas esse mês a grana está curta.

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Planeta Terra dia 10 de novembro, LCD Soundsystem e The Field no dia 13.

Partiu São Paulo. Quase confirmadão.

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Essa opinião é da minha mãe, e nos últimos dias tenho concordado com ela: preciso cuidar mais de mim.

Não é?
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“Gotta find my destiny, before it gets too late.”

(“24 Hours”, Joy Division)

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Festival Do Rio: “Antiga Alegria”, “Cashback”, “A Via Láctea”, “Império dos Sonhos”, “O Expresso Darjeeeing”, “Em Paris”

Setembro 30, 2007 · 1 Comentário

“Like A Virgin” caiu e “Paranoid Park” foi reagendado para segunda-feira.

- “Antiga Alegria” (Kelly Reichardt, 2006) – Nota: 6,5
A impressão que dá quando a tela escurece e o título orginal do filme toma o grande retângulo escuro é que apesar de ser exibido como tal, “Antiga Alegria” não é cinema. “Antiga Alegria” é uma canção folk filmada. Uma dessas que a aMérica nos dá em profusão. Poderia até ser escrita por Will Oldham (conhecido também como Bonnie “Prince” Billy), que intepreta um dos personagens. Mesmo que os 76 minutos sejam prazerosos, a história contada neles não se encaixa na tela grande. É pequena demais, sengela demais, particular demais. Perfeita, para uma folk song.

- “Cashback” (Sean Willis, 2006) – Nota 8,0
“Cashback” é uma comédia romântica estranha. Tem mocinho, mocinha, conflito, citações de cultura pop bem encaixadas, e, claro, tem final feliz. Mas o personagem principal é um insône, que consegue parar o tempo. E a mocinha é a caixa do supermercado onde se passa a maior parte do filme. E o filme não chega a explicar por que o cara consegue parar o tempo e porque ele perde a capacidade de dormir. E também não chega a desenvolver a relação entre os protagonistas, tudo acontece sem mais explicação. Mas é divertido, dá esperança (como uma boa comédia romântica deve dar) e é extremamente bem filmado nas cenas em que o tempo pára.

- “A Via Láctea” (Lina Chamie, 2007) – Nota: 9,0
É um filme-poesia. Se compromete muito pouco com a linearidade e te ganha por isso. Merece ser revisto quando chegar ao circuitão.

- “Império dos Sonhos” (David Lynch, 2006) – Nota: 8,0
Nem quem (diz que) entendeu os outros filmes de Lynch vai conseguir encarar “Império dos Sonhos” e sair perfeitamente normal da sala de cinema. Filmado todo em digital, o filme manda qualquer idéia de se contar um história (a primeira meia hora até tenta) às favas e delira ( e apavora) por quase 2h30 de projeção. Instigante, no mínimo.

- “O Expresso Darjeeing” (Wes Anderson, 2007) – Nota: 9,5
É o melhor filme Wes Anderson. Tem todas as boas características de seus outros filmes (o humor nerd, os personagens excêntricos, as citações de cultura pop, o mesmo grande time de atores, a fotografia colorida e inusitada), só que no caso tudo é bem amarrado e menos forçado do que nos seus outros filmes. E ainda tem o tão falado curta “Hotel Chevalier” com Natalie Portman nua de aperitivo.

- “Em Paris” (Christophe Honoré, 2006) – Nota: 4,5
É ligeiramente divertido. E só. O filme se perde várias vezes nunca história pequena demais para se perder.

Próximos: “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias”, “Controle, a história de Ian Curtis” e “Paranoid Park”

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Festival do Rio: “Shortbus”, “Garçonete”; e “Onde Andará Dulce Veiga?”

Setembro 23, 2007 · 1 Comentário

- “Shortbus” (John Cameron Mitchell, 2006) – Nota: 7,5
Não era minha intenção ver esse de início (o plano era ver “Nome Próprio”, que foi fechado para convidados). Acabei encaixando esse, e por mais que todo aquele sexo explícito projetado na tela pudesse, o diretor foi inteligente o suficiente para usar esse excesso como um meio e não como um fim. Aquelas pessoas estão frustradas com tudo, e o sexo é uma dessa coisas. Claro que lá pelo meio do filme cansa um pouco, chegando a ficar gratuito, mas é um grande filme por saber usar o sexo não apenas como um elemento pra chocar, como na maioria dos filmes americanos.
- “Garçonete” (Adrienne Shelly, 2007) – Nota: 1,0
O filme está sendo vendido (junto com vários outros) como o novo “Little Miss Sunshine”, numa tentativa de repetir o sucesso daquela peróla que encantou a todos anos passado e só não levou o Oscar pela monstruosa dívida que a Academia tinha com Scorcese. Mas então, é o novo “little Miss Sunshine”? Não. Nunca. Nem a pau. O filme é uma típica fábula hollywoodiana, com final feliz e edificante, uma mocinha bonitinha e sofredora, além uma trilha sonora que deixa muito a desejar. Só faltou a Julia Roberts, a Meg Ryan ou uma similar mais jovem. Salvam-se alguns poucos diálogos (ácidos e quase-engraçados) e todas as cenas que aparecem tortas que dão uma fome de doer a barriga. No mais, passe bem longe quando chegar aos cinemas.
- “Onde Andará Dulce Veiga?” (Guilherme de Almeida Prado, 2007) – Nota: Zero
Constrangedor. Caio Fernando Abreu está se torcendo no túmulo. Não que eu seja um daqueles que acha abominável qualquer adaptação de literatura para cinema, mas o que fizeram nesse caso é coisa de mandar prender, contar as duas mãos e furar os dois olhos. Transformaram uma grande história sobre solidão, num noir de quinta, só que ao invés do preto e branco, a nossa retina é distraída por uma direção de arte e fotografia que parece saída de um especial da Globo, ou um daqueles filmes da Xuxa do começo dos anos 90 (“Xuxa contra o baixo-astral”, lembra?). Eriberto Leão prova que só serve como escada em alguma novela do Carlos Lombardi, além de usar uma versão piorada do cabelo do Tom Hanks em “Código da Vinci” (imagine isso!). Carolina Dieckman até se esforça pra se desvencilhar da imagem pura e cândida que ganhou na TV (ela cheira, fuma, injeta heroína, paga peitinho, ‘canta’ punk,e outra coisas ‘radicais’), mas é só mais uma bonitinha e ordinária do horário nobre. O final do filme é um estupro brutal à obra. É tão constrangedor, mas tão constrangedor que é difícil de descrever. Enquanto no original, o personagem vai embora, sozinho, refletindo sobre a própria solidão, no filme há um musical com o mocinho beijando a mocinha debaixo da chuva. Cuidado Manoel Carlos, você está sendo roubado!
Próximos: “Sonhando Acordado” (de novo) e “Annie Leibovitz: Vidas Retratadas”

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Festival do Rio: “Sonhando Acordado”; e “I’m a Cyborg, but that’s Ok”

Setembro 21, 2007 · Deixe um comentário

- “Sonhando Acordado” (Michel Gondry, 2006) – Nota: 9
Lembra aqueles clipes do começo de carreira da Björk? Então, em “Sonhando Acordado”, o Gondry revisita aquela estética quase-tosca no que podemos chamar de a primeira comédia romântica psicodélica. Valeu a pena esperar.

- “I’m A Cyborg, But that’s OK” (Chan-wook Park, 2006) – Nota: 3,5
É visualmente belo, mas a história passada num sanatório sobre uma garota que ahca que é uma ciborgue não consegue chegar a lugar nenhum. Pretensão demais, competência de menos.

Próximos: “Shortbus” e “Garçonete”

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1/2 mês, 2 semanas e 15 dias…de Cinema

Setembro 19, 2007 · 1 Comentário

O Festival de Cinema do Rio começa nessa próxima quinta (com o “Tropa de Elite”, que eu não vi pirata e nem vejo no Festival) e meu roteiro é o seguinte:


21/09 – SEXTA
14h – “Sonhando Acordado”: o semi-novo do Michael Gondry que estou esperando desde o Festival passado abre mina programação com expectativas lá no alto. Foi o único filme que eu tentei baixar na minha vida – e não deu certo.
16h45 – “I’m A Cyborg, But That’s OK”: é o diretor de “Old Boy”, que eu não vi, mas todo mundo fala. O título é o máximo. Primeiro salto no escuro da minha programação.

21h30 - “Nome Próprio”: filme protagonizado pela Leandra Leal (que também tem um blo bacana chamado Alice Me Persegue), uma das minhas atrizes preferidas da nova geração. É baseado num livro da Clara Averbuk que eu não li. (eu leio pouco mesmo)

22/09 – SÁBADO
16h30 – “The Waitress”: filme que já vem sendo chamado de “Little Miss Sunshine 2″ por vir do cinema independete americano com força para chegar nas premiações de Hollywood (Oscar, Glob de Ouro, sindicatos). Expectativa alta.

23/09 – DOMINGO
14h15 – “Onde Andará Dulce Veiga?”: é muito mais pelo Caio Fernando Abreu (autor do livro) do que por qualquer outra coisa. A presença da Maitê Proença no elenco me deixou com um pouco de medo. Segundo salto no escuro.

25/09 – TERÇA
13h30 – “Annie Leibovitz: Vida Retratadas”: documentário sobre a famosa fotógrafa, que tem uma penca de imagens clássica pra Rolling Stone gringa. É de graça.~Se for ruim (o que acho difícil), nem dá pra reclamar.

26/09 – QUARTA
20h – “Antiga Alegria”: gostei da sinopse, e vi que tem o Will Oldham (conhecido musicalmente como Bonnie “Prince” Billy) no elenco. Terceiro salto no escuro.

27/09 – QUINTA
16h – “Cashback”: outro com a sinopse interessante. Quarto salto no escuro.
21h15 – “A Via Láctea”: dos brasileiros foi o que mais me interessou. É com o Marco Rica e com uma dessas novas atrizes bonitas da nova geração. Lembrando que o a seleção nacional ano passado me deu “Proibido Proibir” ano passado. É a aposta.

28/09 – SEXTA
12h – “Império dos Sonhos”: novo do David Lynch. Ninguém sabe se vai ser exibido nas especificações que o maluco fez (e que gerou a falta de distribuidora nos EUA). Eu sei que não vou entender. E daí?
19h – “O Expresso Darjeeling”: novo do Wes Anderson, com o irmão Wilson suicida, Andrien Brody e Jason Schwartzman e uma história bem maluca. E Bill Murray. E Angelica Houston.
24h – “Like A Virgin”: estou vendo pra minha irmã poder ver também. Quarto salto no escuro.

29/09 – SÁBADO
14h – “Paranoid Park”: acho o Gus Van Sant um puta cineasta, inclusive essa última fase dele, que chega ao terceiro filme (depois de “Elephant” e “Last Days”) com este. Se o pessoal de Cannes fez até maracutaia pra premiar o filme é porque deve ser bom, né?
16h30 – “Em Paris”: filme francês com boa sinopse. É c0om aquele ator novo bacana que fez sonhadores e me foge o nome. Quinto salto no escuro.

30/09 – DOMINGO
17h30 – “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias”: grande vencedor de Cannes em 2007 e trocadilhado por mim no título do post (como eu sou sagaz!). Filmes do leste europeu e quaisquer cinematografias afins não costumam despertar meu interesse (apesar de eu ter visto um bom filme israelense final de semana passado), mas a Palma pesa nesse caso.

01/10 – SEGUNDA
16h30 – “Controle, a história de Ian Curtis”: sem dúvidas o que eu mais esperava nesse Festival. Chance nula de ser uma merda. O título ficou brega, numa tentativa falha de ficar mais comercial (o brasileiro comum conhece o Ian Curtis?). O original ou até mesmo só “Controle” ficaria mais bacana.
21h30 – “Déficit”: estréia do Gael Gárcia Bernal na direção, com música no Devendra Banhart na trilha. A sinopse é até interessante, mas tenho minhas ressalvas.

02/10 – TERÇA
16h – “Kurt Cobain: Retrato de uma Ausência”: documentário sobre o Kurt feito a partir de sei lá quantas horas de entrevistas com o cara.

03/10 – QUARTA
19h15 – “O Búfalo da Noite”: baseado num livro do Guillhermo Arriaga (autor dos roteiros dos filmes do Alejandro Iñarritú) e com uma atriz bonita que eu não conheço numas fotos que eu vi. Sexto salto no escuro.

04/10 – QUINTA
17h30 – “I’m Not There”: o filme dos 6 Bobs Dylans.
24h – “A Era da Inocência”: novo longa do Denys Arcand de “O Declínio do Império Americano” e de “As Invasões Bárbaras”. Pela hora da sessão, fecha o festival.

A idéia é blogar a cada novo filme, com as minhas impressões, mas o tempo urge e nem sei se vai rolar.

Que o cinema salve nossas vidas…

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