perdido no supermercado

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BAD DAY

Março 13, 2008 · Deixe um comentário

se não tivessem inventado o soul no começo dos anos para o jamie lidell ter que reinventá-lo branquelo, juro que eu teria me jogado na frente de um ônibus, ou melhor, assassinado com crueldade todos os passageiros – especialmente as velhinhas – do 234.

passou.

amanhã tem aniversário de um ano do perdido (!) e interpol na fundição. TEM que ser melhor.

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Melhores Músicas de 2007: 80 – 71

Janeiro 19, 2008 · 1 Comentário

80) “The world was a mess but his hair was perfect”
The Rakes
A faixa de abertura do segundo disco do Rakes parte direto daquele niilismo urbano que fez história com “Work work work (pub club sleep)”. Agora não há meias palavras e nem a felicidade junkie metropolitana do hit de 2005, só a aridez do asfalto e o amargar da vodka. A desarticulação e a tentativa frustada de se importar por quem levou isso ao topo das parada roqueiras.

79) “Cheer it on”
Tokyo Police Club
É bem fácil gostar de uma música que começa aos berros de “Operator! Get me the president of the world! This is an EMERGENCY!”. No entanto, a explosiva canção do grupo canadense é muito mais que esse berro. Sem chegar aos dois minutos, “Cheer it on” coloca os Strokes para tocar com o Sonic Youth de “Goo”, mas com uma guitarra que vem direto do shoegaze. Grande promessa para 2008.

78) “O anti-herói (pt. 1)”
Violins
Se você já acompanha a cena independente brasileira, já deve ter pelo menos ouvido falar na polêmica “Grupo de extermínio de aberrações” (um bom artigo aqui), faixa que puxou o último disco do Violins, o quase-exagerado “Tribunal Surdo”. Enquanto “Grupo” oscila entre fantasia e realidade exagerada (uma “Karma police” da Terra Brasilis) e, por isso, é soco direto no estômago, “O anti-herói (pt. 1)” é realidade pura, cotidiana, quase despercebida – e por isso ainda mais aterradora. Como o Violins já havia experimentado antes, a canção chega sorrateira, como o ladrão da letra, até explodir no refrão, como um tiro, parte pólvora, parte culpa.

77) “On call”
Kings Of Leon
Quem diria que só depois do hype o Kings Of Leon faria um álbum à altura dele? “Because Of The Times” é tudo aquilo que já foi dito sobre a banda (Strokes encontrando o rock-sulista americano), agora gravado da maneira que devia ser: equalizando espaço e nervosismo, urgência e emoção, como o em “The Joshua Tree” do U2. “On call” é a música-chave de “Because Of The Times”, pesada, atmosférica e emocionante.

76) “Nightjoy”
Kubichek!
O Kubichek! acabou ficando perdido no meio de duas ondas do pop britânico. Metade revival pós-punk, metade new rave – a mesma coisa, em outras cores – a banda foi hypa por tempo suficiente do refrão de “Nightjoy” grudar na cabeça.

75) “She can do what she wants”
Field Music

Enquanto o indie americano continua tentando entender a magia eterna de “Pet Sounds”, o Field Music está um passo além. Aqui (e em todo resto de “Tones Of Town”) a banda inglesa executa primorosamente as lições do pop sessentista, só que ecoando o indie pop e a new wave inglesa dos anos 80. Não podia dar errado, podia?

74) “The Heinrich Maneuver”
Interpol

“Our Love To Admire”, na sua adoração pelo rock mais básico, desapontou quem esperava um álbum mais arriscado e experimental do Interpol. Mesmo assim, “The Heinrich Maneuver” foi um cavalo-de-tróia que convenceu até os mais exigentes. Rock direto, refrão grudento e a letra mais intelegível que já saiu da cabeça de Paul Banks. No mais, “how are the things on the west coast?” é um dos melhores começos de música do ano.

73) “Show your hand”
Super Furry Animals

Os Beach Boys sempre foram referrência clara na música do SFA, mas em nenhum dos outros momentos da carreira dos galeses eles atingiram tal simplicidade brianwilsonana. Sem nenhuma das excentricidades costumeiras dos Furries, “Show your hand” é perfeição pop pronta para derreter seu coração.

72) “My body is a cage”
The Arcade Fire

Os ritos finais de “Neon Bible” servem como resumo da missa. Sombria, angustiada, devastadora, “My body is a cage” é construída num crescendo orquestral agoniante, sem clímax, que se encaixa perfeitamente no imaginário assombrado pelo tempo presente criado pelo Arcade Fire no seu segundo disco.

71) “Men’s needs (CSS remix)”
The Cribs
Enquanto a original mostrava só o lado masculino da guerra, esse remix do Cansei De Ser Sexy banca a revanche feminina. A crueza dá passagem a batidas oitentistas que remetem ao início da carreira da Madonna, deixando tudo mais divertido. Pelo menos nessa batalha, elas venceram.

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TOP 70 DISCOS

Março 16, 2007 · 2 Comentários

Os 70 discos que importam na minha vida em 15de março de 2007, às 23:20. Eu tenho certeza que cometi algumas injustiças na ordem. Foda-se. Ta aí.

01) “Ok Cumputer”, Radiohead (1997)


02) “Loveless”, My Bloody Valentine (1991)
03) “Pet Sounds”, The Beach Boys (1966)
04) “The Queen Is Dead”, The Smiths (1986)


05) “Achtung Baby”, U2 (1991)
06) “A Rush Of Blood To The Head”, Coldplay (2002)
07) “Abbey Road”, The Beatles (1969)


08) “Gold”, Ryan Adams (2001)
09) “(What’s The Story) Morning Glory?”, Oasis (1995)
10) “If You’re Feeling Sinister”, Belle And Sebastian (1996)

11) “Ventura”, Los Hermanos (2003)
12) “The Beatles”, The Beatles (1968)
13) ”The Bends”, Radiohead (1995)
14) “Yankee Hotel Foxtrot”, Wilco (2002)
15) “Let It Bleed”, The Rolling Stones (1969)
16) “Logic Will Break Your Heart”, The Stills (2003)
17) “Entertainment!”, Gang Of Four (1979)
18) “Technique”, New Order (1989)
19) “London Calling”, The Clash (1979)
20) “Parklife”, Blur (1994)
21) “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, The Beatles (1967)
22) “Closer”, Joy Division (1980)
23) “Low”, David Bowie (1977)
24) “Heartbreaker”, Ryan Adams (2000)
25) “The Smiths”, The Smiths (1984)
26) “Bloco Do Eu Sozinho”, Los Hermanos (2001)
27) “Grace”, Jeff Buckley (1994)
28) “Heaven Up Here”, Echo And The Bunnymen (1981)
29) “Goo”, Sonic Youth (1990)
30) “Is This It?”, The Strokes (2001)
31) “The Velvet Underground And Nico”, The Velvet Underground (1967)
32) “Definitely Maybe”, Oasis (1994)
33) “The Dark Side Of The Moon”, Pink Floyd (1973)
34) “Kid A” Radiohead (2000)
35) “Remain In Light”, Talking Heads (1980)
36) “Dois”, Legião Urbana (1986)
37) “Pinkerton”, Weezer (1996)
38) “Transatlanticism”, Death Cab For Cutie (2003)
39) “Lapalco”, Brendan Benson (2002)
40) “Slanted And Enchanted”, Pavement (1992)
41) “Heroes”, David Bowie (1977)
42) “The Clash”, The Clash (1977)
43) “Power, Corruption And Lies”, New Order (1983)
44) “Odelay”, Beck (1996)
45) “Clube Da Esquina”, Milton Nascimento E Lô Borges (1972)
46) “Funeral”, The Arcade Fire (2004)
47) “Nevermind”, Nirvana (1991)
48) “Smile”, Brian Wilson (2004)
49) “Tropicália”, Vários (1968)
50) “New Adventures In Hi-Fi”, R.E.M. (1996)
51) “Siamese Dream”, The Smashing Pumpkins (1993)
52) “War”, U2 (1983)
53) “Turn On The Bright Lights”, Interpol (2002)
54) “The Man Who”, Travis (1999)
55) “Who’s Next”, The Who (1971)
56) “Unknown Pleasures”, Joy Division (1979)
57) “Low-life”, New Order (1985)
58) “Blonde On Blonde”, Bob Dylan (1966)
59) “Either/Or”, Elliott Smith (1997)
60) “Hunk Dory”, David Bowie (1971)
61) “Exile On Main Street”, The Rolling Stones (1972)
62) “Revolver”, The Beatles (1966)
63) “You Could Have It So Much Better”, Franz Ferdinand
64) “Parachutes”, Coldplay (2000)
65) “Psychocandy”, The Jesus And Mary Chain (1985)
66) “Return To Cookie Mountain”, TV On The Radio (2006)
67) “II”, Led Zeppelin (1969)
68) “Violator”, Depeche Mode (1990)
69) “Viva Hate”, Morrissey (1988)
70) “The Head On The Door”, The Cure (1985)

trilha do post: “Sleeping lessons”, The Shins

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