perdido no supermercado

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Melhores Músicas de 2007: 10 – 01

Março 30, 2008 · Deixe um comentário

10) “Golden skans”
Klaxons

Enquanto o mundo se concentrava na discussão boba da new rave (existe? não existe? é legal?), os Klaxons preferiram surfar uma outra onda ao invés daquela que eles próprios (supostamente) criaram. Esqueça o disco-punk com influências madchester, “Golden skans” é puro indie-rock psicodélico perfeito. Dá pra dançar, dá pra ouvir na rádio, dá pra bater cabeça no show e também dá pra chacoalhar alguns glowsticks, se for o caso.
09) “D.AN.C.E.”
Justice
Mais que uma música, essa aqui foi quase um fenômeno cultural. O refrão, a palavra de ordem (“do the dance!”, o clipe, os remixes… Tudo em “D.A.N.C.E.” tem um brilho pop capaz de agradar de metaleiros a fashionistas, e colocar todos esses pra dançar na mesma vibe Daft Punk encontrando Jackson 5.
08) “All I need”
Radiohead
Foram 15 anos para que o Radiohead lançasse sua canção definitiva sobre amor, desejo e obsessão. “All I need” é “Creep”, “High and dry”, “Climbing up the walls” e “True love waits” em uma única música. O instrumental é bastante simples, uma batida fuleira de trip hop que vai duelando com um sintetizador pesado e distorcido e com notas esparsas de um piano, enquanto a voz canta, disléxica, a letra cheia de imagens estranhas e poderosas. Uma mariposa rodeando a luz no teto, um animal preso num carro, os dias que você escolheu esquecer. No final do segundo refrão, a melodia do piano começa ficar mais forte, até que explode junto com a discreta levada de bateria. É o momento em que “In Rainbows” e o Radiohead se revelam em toda a sua grandeza. É o terror das últimas esperanças presente no refrão de “There’s a light that never goes out” dos Smiths misturado com o êxtase espiritual e idealista de “All is full of love” da Björk. É inefável. Nessa confusão de sentimentos, Yorke mata a charada: “it’s all right, it’s all wrong”.

07) “Bros”

Panda Bear
Provavelmente, os melhores 12 minutos (!) de 2007. Ou seria uma vida inteira encapsulada numa música? Verdade é que “Bros” me fez sentir muito mais do que eu poderia compreender. É como se, mais do samples, o Panda Bear tivesse colado pedaços de memória aqui, onde cada barulho remete a um momento, uma história, uma pessoa. É uma sensação estranha (no começo), mas poucas vezes a estranheza soou tão doce.
06) “Let’s dance to Joy Division” MP3
The Wombats
Não dá para entender realmente o que os Wombats quiseram com essa música. É só mais um pop de três minutos à Libertines que você já está cansado de ouvir (e dançar). É ordinária, estúpida e incrivelmente grudenta. Mas o que falar do refrão? Thom Yorke fingindo burrice e bom humor? Damon Albarn voltando a ser liricamente relevante? Realmente, ainda não sei como um refrão tão idiota pode sintetisar com tanta perfeição a dualidade ambulante que é viver nos anos 2000. So let’s dance to Joy Division

05) “Impossible Germany” MP3

Wilco
Jeff Tweedy é um homem de grandes palavras e grandes melodias, não tenha dúvida. E “Impossible Germany” é perfeita, como várias outras do Wilco, nos dois quesitos. Confortavelmente estacionado no anos 70, Tweedy ecoa a sutileza rude de um Neil Young com o polimento pop do country alternativo que ele mesmo inventou no Uncle Tupelo. A letra pode ser construída por uma metáfora estranha (o amor é uma Alemanha impossível?), mas nem por isso deixa de emocionar. Aí chega o solo (coisa de velho, podicrê) e você fica incapacidado de balbuciar qualquer coisa. Então, cada nota da guitarra de Jeff é uma batida do seu coração e todas elas – vou cair num clichê trocadilhesco perigoso, mas foda-se – dizem eu te amo.
04) “Stop me” MP3
Mark Ronson feat. Daniel Merryweather
Por essa nem o Morrissey esperava. Quem diria que 20 anos depois, o rockão que foi trilha do fim dos Smiths se transformaria numa das melhores canções soul dos últimos tempos? Passando da crítica à mesmice do pop de 87 ao mal-amor desse 2007, “Stop me” traz a síntese do que Mark Ronson propôs nesses 2 anos de hype: produção caprichada que é tanto sessentista quanto doismilanista, vocal perfeito de algum dos seus protegés e conexões pop – o indie rock com a Motown, o branquelo nerd mal amado com a divas negras duronas e doces do soul – que são a cara desses tempos.
03) “Para abrir os olhos” MP3
Vanguart
Mesmo que seja baseada num lugar comum bem, uhm, comum (“o que importa é o que te faz abrir os olhos de manhã”), “Para abrir os olhos” ganha na sinceridade. Ainda que envoltos num hype estranho, o Vanguart se entrega como poucos ao que faz e com isso te leva junto na viagem. Entre o niilismo e a esperança, a canção passeia num campo que o pop já visitou várias vezes, – a busca por respostas como sentimento-motriz da vida – só que nesse caso isso é exatamente o que eles querem dizer, sem meias palavras, sem outras interpretações. E isso, não importa se é em 67 ou 2007, sempre funciona.
02) “Fireworks” MP3
Animal Collective
Seja pelo vocal de Avey Tare, seja pelo arranjo, seja pela melodia em si, é impossível não perceber que em “Fireworks” o Animal Collective quis ser tão entendido quanto necessário para entrar no inconsciente coletivo. A voz soa clara, expressiva, enquanto o arranjo é ordenado, quase racional. A melodia é brilhante e grudenta como em “Grass” e “Who can win a rabbit?”, mas agora sua jornada aos corações fica facilitada pela ausência do caos distrativos dos outros trabalhos da banda. Ainda um dos poucos quebra-cabeças irresolutos dos anos 2000, Animal Collective fez de “Fireworks” não só momento mais acessível, mas também sua melhor canção, uma daquelas para figurar entres as grandes do nosso tempo.
01) “All my friends” MP3
LCD Soundsystem
Poderia ser diferente? No momento em surgiu, lá no finalzinho de 2006/comecinho de 2007, “All my friends” já gritava alto que era uma canção destinada a grandeza: o acorde do piano repetido over-and-over crescendo little-by-little, batalhando com o baixo New Order das antigas (mais “Ceremony” do que “Perfect kiss”), a bateria kraut, os sintetisadores bagaceiros oitentistas e a guitarra indie-rock-raça-pura. Tudo isso costurado por um vocal firme de James Murphy. Ali, quando ainda dávamos os primeiros passos para dentro do ano passado, “All my friends” já era tudo o que precisávamos. Só que aquele refrão, aquela letra, aquele ritmo quase dançande, aquele sentimento de melancolia se transformando em alegria e motivação sinceras decidiram não sair das nossas cabeças, pés, e corações. Você se entrega: “Where are your friends tonight? Where are your friends tonight?”. Estava aí, em 5 palavras das mais simples, o zeitgeist que o Billy Corgan falhou em descobrir em um disco inteiro. E eu te pergunto, poderia ser diferente?

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o Festival do Rio, o incêndio, o Radiohead e o resto

Outubro 7, 2007 · 2 Comentários

Eu tenho dormido muito mal. Daí vem o mal humor, a preguiça, a falta de saco, etc. E isso não tem nada a ver com o resto do mundo. Só que dá para as coisas acontecerem de uma maneira racional, por exemplo, cada coisa de uma vez?

Enfim…

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O Festival do Rio acabou e o saldo foi bom, mas acho que um pouco inferior ao ano passado. Estava mais vazio, a seleção de filmes brasileiros estava menos quentes e quase toda atenção ficou com o “Tropa de Elite”, que eu não vi. (E já estreou. E estou com preguiça de ir até o cinema). Tiveram grandes filmes (“Control” e “Sonhando Acordado”, principalmente), claro, mas acho que faltou uma grande surpresa, como foi o “Proibido Proibir” ano passado. Uma penca de filmes eu não vi por que vão para o circuitão e vários outros por que a preguiça me impediu (“Paranoid Park”, “Kurt Cobain: Retrato de Uma Ausência”, “Déficit” e “A Era da Inocência”). De qualquer forma seguem as últimas mini-resenhas e a lista final. Eu ia tirar uma foto bacana com todas as entradas. Não tirei.

- “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” (Cristian Mungiu, 2007) – Nota: 8,5
É muito triste e muito forte. Mungiu levou a Palma de Ouro exatamente por conseguir extrair grande beleza desse mundo cão. Bela e inusitada fotografia.

- “Controle, A História de Ian Curtis” (Anton Corbjin, 2007) – Nota: 10,0
É tão maravilhoso quanto se espera. Não vale falar que é uma ótima história. É impressionante ver o quanto da fotografia Corbjin trouxe para o cinema, às vezes parece que o filme ~soa fotos em movimento de tão impactantes que são. Não tinha como dar erado e não deu.

- “O Búfalo Da Noite” (Jorge Hernandez Aldana, 2007) – Nota: 3,0
É um daqueles filmes que você sabe que alguém errou, mas não dá para precisar exatamente quem. O roteiro é confuso, vai e volta no tempo, se perde em tentar fazer o espectador acreditar que o filme é sobre outra coisa que não sobre a loucura. A direção também se perde na tentativa de fazer o do filme um thirller, um filme de terror, de suspense, para no final o filme não ser nada mais do que um romance poético. Difícil aceitar um filme cujo ponto forte é a trilha do Mars Volta.

- “I’m Not There” (Todd Haynes, 2007) – Nota: 9,0
É o filme-biografia mais interessante formalmente que você vai ver em muito tempo. Todd Haynes estilhaça Dylan em 6 personas diferentes para fazer disso uma grande investigação do mito, e não da pessoa. Não é um filme sobre Robert Allen Zimmerman (para isso, veja o “No Direction Home” do Scorcese), é sobre Dylan, ou melhor, é sobre a mania da cultura pop de construir seus próprios ídolos.

FESTIVAL DO RIO 2007 – Lista Final
1) “Controle, a História de Ian Curtis” (Anton Corbjin, 2007) – 10,0
2) “Sonhando Acordado” (Michel Gondry, 2006) – 10,0
3) “O Expresso Darjeeing” (Wes Anderson, 2007) – 9,5
4) “I’m Not There” (Todd Haynes, 2007) – 9,0
5) “A Via Láctea” (Lina Chamie, 2007) – 9,0
6) “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” (Cristian Mungiu, 2007) – 8,5
7) “Annie Leibovitz: Vidas Retratadas” (Barbara Leibovitz, 2007) – 8,5
8) “Império dos Sonhos” (David Lynch, 2007) – 8,0
9) “Cashback” (Sean Willis, 2006) – 8,0
10) “Shortbus” (John Cameron Mitchell, 2006) – 7,5
11) “Antiga Alegria” (Kelly Reichardt, 2006) – 6,5
12) “Em Paris” (Christophe Honoré, 2006) – 4,5
13) “I’m A Cyborg, But That’s OK” (Chan-wook Park, 2006) – 3,5
14) “O Búfalo da Noite” (Jorge Hernandez Aldana, 2007) – Nota: 3,0
15) “Garçonete” (Adrienne Shelly, 2007) – Nota: 1,0
16) “Onde Andará Dulce Veiga?” (Guilherme de Almeida Prado, 2007) – Nota: zero

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A UERJ pegou fogo. É, fogo. Com direito a bombeiros, plantão na Globo e vários fotos que parecem vindas do Iraque. Segundo o reitor e o diretor do minha faculdade, a situação está normalizada, depois de uma semana. As aulas voltam segunda. Detalhe: o laudo final só sai em 30 dias. Ou seja, a idéia é arriscarmos nossas vidas durante um mês, saca?

Justo agora que as coisas pareciam estar no caminho certo.

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Além disso tem o disco do Radiohead. Eu fico feliz de ter feito uma das primeiras matérias (a primeira?) do Brasil sobre o disco, tipo dez horas da noite de domingo passado. Fiquei muito empolgado com toda história do “quer pagar quanto?” e isso de certa forma foi a causa da minha decepção. A reação ficou muito aquém do esperado, tanto do público comum, quanto do especializado. Parece que todo mundo ficou “ah, o Radiohead vai lançar um novo disco. ok, sigamos com nossas vidas”.

Ninguém está se ligando ao fato de que a banda mais importante do mundo acaba de se por forada maneira que a música pop é comercializada desde de seu início. Para o Radiohead, não há mais gravadoras. E é você quem decide quanto vale a música deles. A indústria fonográfica acabou, e quem está dizendo isso é só o Radiohead.

E, oras, é o disco novo do Radiohead.

By the way, eu não paguei nada pelo disco. Queria a tal da DISCBOX, mas esse mês a grana está curta.

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Planeta Terra dia 10 de novembro, LCD Soundsystem e The Field no dia 13.

Partiu São Paulo. Quase confirmadão.

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Essa opinião é da minha mãe, e nos últimos dias tenho concordado com ela: preciso cuidar mais de mim.

Não é?
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“Gotta find my destiny, before it gets too late.”

(“24 Hours”, Joy Division)

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1/2 mês, 2 semanas e 15 dias…de Cinema

Setembro 19, 2007 · 1 Comentário

O Festival de Cinema do Rio começa nessa próxima quinta (com o “Tropa de Elite”, que eu não vi pirata e nem vejo no Festival) e meu roteiro é o seguinte:


21/09 – SEXTA
14h – “Sonhando Acordado”: o semi-novo do Michael Gondry que estou esperando desde o Festival passado abre mina programação com expectativas lá no alto. Foi o único filme que eu tentei baixar na minha vida – e não deu certo.
16h45 – “I’m A Cyborg, But That’s OK”: é o diretor de “Old Boy”, que eu não vi, mas todo mundo fala. O título é o máximo. Primeiro salto no escuro da minha programação.

21h30 - “Nome Próprio”: filme protagonizado pela Leandra Leal (que também tem um blo bacana chamado Alice Me Persegue), uma das minhas atrizes preferidas da nova geração. É baseado num livro da Clara Averbuk que eu não li. (eu leio pouco mesmo)

22/09 – SÁBADO
16h30 – “The Waitress”: filme que já vem sendo chamado de “Little Miss Sunshine 2″ por vir do cinema independete americano com força para chegar nas premiações de Hollywood (Oscar, Glob de Ouro, sindicatos). Expectativa alta.

23/09 – DOMINGO
14h15 – “Onde Andará Dulce Veiga?”: é muito mais pelo Caio Fernando Abreu (autor do livro) do que por qualquer outra coisa. A presença da Maitê Proença no elenco me deixou com um pouco de medo. Segundo salto no escuro.

25/09 – TERÇA
13h30 – “Annie Leibovitz: Vida Retratadas”: documentário sobre a famosa fotógrafa, que tem uma penca de imagens clássica pra Rolling Stone gringa. É de graça.~Se for ruim (o que acho difícil), nem dá pra reclamar.

26/09 – QUARTA
20h – “Antiga Alegria”: gostei da sinopse, e vi que tem o Will Oldham (conhecido musicalmente como Bonnie “Prince” Billy) no elenco. Terceiro salto no escuro.

27/09 – QUINTA
16h – “Cashback”: outro com a sinopse interessante. Quarto salto no escuro.
21h15 – “A Via Láctea”: dos brasileiros foi o que mais me interessou. É com o Marco Rica e com uma dessas novas atrizes bonitas da nova geração. Lembrando que o a seleção nacional ano passado me deu “Proibido Proibir” ano passado. É a aposta.

28/09 – SEXTA
12h – “Império dos Sonhos”: novo do David Lynch. Ninguém sabe se vai ser exibido nas especificações que o maluco fez (e que gerou a falta de distribuidora nos EUA). Eu sei que não vou entender. E daí?
19h – “O Expresso Darjeeling”: novo do Wes Anderson, com o irmão Wilson suicida, Andrien Brody e Jason Schwartzman e uma história bem maluca. E Bill Murray. E Angelica Houston.
24h – “Like A Virgin”: estou vendo pra minha irmã poder ver também. Quarto salto no escuro.

29/09 – SÁBADO
14h – “Paranoid Park”: acho o Gus Van Sant um puta cineasta, inclusive essa última fase dele, que chega ao terceiro filme (depois de “Elephant” e “Last Days”) com este. Se o pessoal de Cannes fez até maracutaia pra premiar o filme é porque deve ser bom, né?
16h30 – “Em Paris”: filme francês com boa sinopse. É c0om aquele ator novo bacana que fez sonhadores e me foge o nome. Quinto salto no escuro.

30/09 – DOMINGO
17h30 – “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias”: grande vencedor de Cannes em 2007 e trocadilhado por mim no título do post (como eu sou sagaz!). Filmes do leste europeu e quaisquer cinematografias afins não costumam despertar meu interesse (apesar de eu ter visto um bom filme israelense final de semana passado), mas a Palma pesa nesse caso.

01/10 – SEGUNDA
16h30 – “Controle, a história de Ian Curtis”: sem dúvidas o que eu mais esperava nesse Festival. Chance nula de ser uma merda. O título ficou brega, numa tentativa falha de ficar mais comercial (o brasileiro comum conhece o Ian Curtis?). O original ou até mesmo só “Controle” ficaria mais bacana.
21h30 – “Déficit”: estréia do Gael Gárcia Bernal na direção, com música no Devendra Banhart na trilha. A sinopse é até interessante, mas tenho minhas ressalvas.

02/10 – TERÇA
16h – “Kurt Cobain: Retrato de uma Ausência”: documentário sobre o Kurt feito a partir de sei lá quantas horas de entrevistas com o cara.

03/10 – QUARTA
19h15 – “O Búfalo da Noite”: baseado num livro do Guillhermo Arriaga (autor dos roteiros dos filmes do Alejandro Iñarritú) e com uma atriz bonita que eu não conheço numas fotos que eu vi. Sexto salto no escuro.

04/10 – QUINTA
17h30 – “I’m Not There”: o filme dos 6 Bobs Dylans.
24h – “A Era da Inocência”: novo longa do Denys Arcand de “O Declínio do Império Americano” e de “As Invasões Bárbaras”. Pela hora da sessão, fecha o festival.

A idéia é blogar a cada novo filme, com as minhas impressões, mas o tempo urge e nem sei se vai rolar.

Que o cinema salve nossas vidas…

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how i realise how i wanted time

Setembro 14, 2007 · 1 Comentário

A citação do título é do Joy Division, “24 Hours”, uma das preferidas. Descreve bem o momento. Sem tem, sem tempo. Coelho da Alice total.

As últimas semanas tem sido lotadas de acontecimentos estranhos e eu devia falar sobre eles. Mas não. Tem muita coisa pela frente e eu realmente não posso ficar falando e pensando no que já foi, posso?

Muito trabalho, aulas em dois turnos diferentes, umas 10 matérias pra escrever (pra faculdade, pra ymsk, pra mim), uns 3 ou 4 trabalhos pra próximas semanas, várias coisa pendentes pro centro acadêmico, várias conversas pra ser ter, várias coisa pra pensar, várias coisas pra ouvir, várias coisas pra ler, três viagens agendadas (São João Del Rey, P4 e SP), alguns shows, o Festival do Rio chegando…

Sem tempo!

O que há de mais legal nessa história (se é que há) é que mesmo com tanta coisa mal resolvida, eu não consigo nem começar a pensar nisso. E, de certa forma, é bem melhor não pensar. Por enquanto.

Por exemplo, esse post acaba aqui. E deve ter uns mil erros ortográficos porque foi digitado na pressa. Tem um show do Vanguart aqui no Rio e ele tem que virar matéria pra amanhã. To correndo.

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SENSACIONAL

Julho 16, 2007 · Deixe um comentário

Eu nasci no mesmo dia que o Ian Curtis. Olha só!

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feeling, feeling, feeling

Maio 28, 2007 · 1 Comentário

Deve ser a sexta ou sétima vez que ouço o “Unknown Pleasures” do Joy Division em menos de dois dias.

Anda fazendo frio, muito mais do que o de costume para o final de maio. E, apesar da chuva, o mundo parece ainda mais árido e desprovido de alguma beleza do que há meses atrás, sem a chuva.

Dois dias de boas noites de sono e ainda me sinto cansado demais, estressado demais, esgotado demais para tentar fazer alguma coisa certa. Ou pelo menos fazer alguma coisa. Mas, oras, por que eu? Só eu?

Desconversar, por que não?

Nosso cinismo, antes tão divertido, está por corroer nossos últimos lampejos de honestidade. E de vergonha na cara.

Avise ao mundo: precisamos de esperança. A mais doce melodia injetada direto no coração. Ou então, o que mais prezamos (ou diziamos que prezávamos) não dura até o Inverno.

Porque, afinal, alguém tem que estar ouvindo. Nós, talvez?

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TOP 70 DISCOS

Março 16, 2007 · 2 Comentários

Os 70 discos que importam na minha vida em 15de março de 2007, às 23:20. Eu tenho certeza que cometi algumas injustiças na ordem. Foda-se. Ta aí.

01) “Ok Cumputer”, Radiohead (1997)


02) “Loveless”, My Bloody Valentine (1991)
03) “Pet Sounds”, The Beach Boys (1966)
04) “The Queen Is Dead”, The Smiths (1986)


05) “Achtung Baby”, U2 (1991)
06) “A Rush Of Blood To The Head”, Coldplay (2002)
07) “Abbey Road”, The Beatles (1969)


08) “Gold”, Ryan Adams (2001)
09) “(What’s The Story) Morning Glory?”, Oasis (1995)
10) “If You’re Feeling Sinister”, Belle And Sebastian (1996)

11) “Ventura”, Los Hermanos (2003)
12) “The Beatles”, The Beatles (1968)
13) ”The Bends”, Radiohead (1995)
14) “Yankee Hotel Foxtrot”, Wilco (2002)
15) “Let It Bleed”, The Rolling Stones (1969)
16) “Logic Will Break Your Heart”, The Stills (2003)
17) “Entertainment!”, Gang Of Four (1979)
18) “Technique”, New Order (1989)
19) “London Calling”, The Clash (1979)
20) “Parklife”, Blur (1994)
21) “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, The Beatles (1967)
22) “Closer”, Joy Division (1980)
23) “Low”, David Bowie (1977)
24) “Heartbreaker”, Ryan Adams (2000)
25) “The Smiths”, The Smiths (1984)
26) “Bloco Do Eu Sozinho”, Los Hermanos (2001)
27) “Grace”, Jeff Buckley (1994)
28) “Heaven Up Here”, Echo And The Bunnymen (1981)
29) “Goo”, Sonic Youth (1990)
30) “Is This It?”, The Strokes (2001)
31) “The Velvet Underground And Nico”, The Velvet Underground (1967)
32) “Definitely Maybe”, Oasis (1994)
33) “The Dark Side Of The Moon”, Pink Floyd (1973)
34) “Kid A” Radiohead (2000)
35) “Remain In Light”, Talking Heads (1980)
36) “Dois”, Legião Urbana (1986)
37) “Pinkerton”, Weezer (1996)
38) “Transatlanticism”, Death Cab For Cutie (2003)
39) “Lapalco”, Brendan Benson (2002)
40) “Slanted And Enchanted”, Pavement (1992)
41) “Heroes”, David Bowie (1977)
42) “The Clash”, The Clash (1977)
43) “Power, Corruption And Lies”, New Order (1983)
44) “Odelay”, Beck (1996)
45) “Clube Da Esquina”, Milton Nascimento E Lô Borges (1972)
46) “Funeral”, The Arcade Fire (2004)
47) “Nevermind”, Nirvana (1991)
48) “Smile”, Brian Wilson (2004)
49) “Tropicália”, Vários (1968)
50) “New Adventures In Hi-Fi”, R.E.M. (1996)
51) “Siamese Dream”, The Smashing Pumpkins (1993)
52) “War”, U2 (1983)
53) “Turn On The Bright Lights”, Interpol (2002)
54) “The Man Who”, Travis (1999)
55) “Who’s Next”, The Who (1971)
56) “Unknown Pleasures”, Joy Division (1979)
57) “Low-life”, New Order (1985)
58) “Blonde On Blonde”, Bob Dylan (1966)
59) “Either/Or”, Elliott Smith (1997)
60) “Hunk Dory”, David Bowie (1971)
61) “Exile On Main Street”, The Rolling Stones (1972)
62) “Revolver”, The Beatles (1966)
63) “You Could Have It So Much Better”, Franz Ferdinand
64) “Parachutes”, Coldplay (2000)
65) “Psychocandy”, The Jesus And Mary Chain (1985)
66) “Return To Cookie Mountain”, TV On The Radio (2006)
67) “II”, Led Zeppelin (1969)
68) “Violator”, Depeche Mode (1990)
69) “Viva Hate”, Morrissey (1988)
70) “The Head On The Door”, The Cure (1985)

trilha do post: “Sleeping lessons”, The Shins

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