perdido no supermercado

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tanta coisa, rápido demais

Outubro 20, 2008 · 1 Comentário

Essa provavelmente é a última vez que vou ter tempo de postar em muito tempo (penso em um mês numa boa), então vamos de post grande e tal.

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Morte é sempre uma merda. Por mais que você nem tenha um envolvimento sentimental com essa pessoa, ver quem você gosta chorando é uma das piores coisas do mundo.

Só perdi uma pessoa que eu realmente amava, o meu tio avô que foi mais avô que meus dois avôs. Meu avô materno também morreu, mas ele era um cara não muito legal (só conheci quando estava de cama, provavelmente por castigo divino) e eu nem sinto saudades – foi triste na hora, mas passou rápido. Talvez por isso eu tenha bastante medo de como eu vá reagir quando alguém importante (minhas avós, por exemplo) morrer. Eu não me sinto nada preparado para isso.

(Mas alguém se sente?)

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O Festival do Rio acabou há, uhm, duas semanas e só agora você vai saber o que eu gostei e não gostei. Sem mini-resenhas, claro.

Se você olhar na lista inicial, acabei não conseguindo ver muita coisa (cansaço, lapsos de memória, organização cancelando meus filmes e mudando horários das sessões, etc) e tive que me virar com bombas como “Velha Juventude”.

1) “Sinédoque, NY” – 10,0
2) “Doidão” – 9,5
3) “Rebobine, Por Favor” – 9,5
4) “Loki – Arnaldo Baptista” – 9,0
5) “Crítico” – 9,0
6) “Joe Strummer: o futuro está para ser escrito” – 9,0
7) “Waltz With Bashir” – 9,0
8) “Choke” – 8,5
9) “Todos os meus fracassos sexuais” – 8,5
10) “Se nada mais der certo” – 8,0
11) “O Casamento de Rachel” – 8,0
12) “Patti Smith: Sonho de Vida” – 8,0
13) “Procedimento Operacional Padrão” – 8,0
14) “Gomorra” – 7,0
15) “CSNY: Déjà Vu” – 6,5
16) “Apenas O Fim” – 5,0
17) “Velha Juventude” – 0,0 (HORROR!)

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Na quarta-feira (22/10) estarei indo mais uma vez a São Paulo atrás de shows. Dessa vez Kanye West, Klaxons e Neon Neon no Tim Festival.

Depois volto dia 08/11 para lá para o Planeta Terra (o Bloody Pop é um blog-embaixador!) e talvez o R.E.M.

São Paulo é tão grande que eu nem sei por onde começar a desbravar cidade, mas toda vez que vou pra lá dá vontade de ficar mais, de conhecer mais. Adoro o Rio, – tem cidade mais linda, mais caoticamente harmoniosa? – mas será que, por exemplo, vou conseguir emprego para trabalhar com o que eu quero (o que?) aqui? Enfim, tenho gostado cada dia mais do concreto e da miscelânia, mas e o trânsito que já me irrita tanto aqui?

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Shows, shows e mais shows

Até dezembro, na ordem:
Kanye West
Neon Neon
Klaxons
The National
MGMT
Marcelo Camelo
Paul Weller
Gogol Bordello
Dan Deacon
Junior Boys
Do Amor
Nina Becker
Brothers Of Brazil
Mallu Magalhães
Vanguart
Curumin
Animal Collective
The Jesus And Mary Chain
Foals
The Offspring
Spoon
Bloc Party
The Breeders
Kaiser Chiefs
Skank
Vanguart
Marcelo Camelo

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Agora você pode ver todos os meus setlists e saber quais os discos que eu já ouvi na ordem, percebeu?

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Esqueci o que eu ia escrever. Acontece

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- Morra.

Setembro 28, 2008 · 3 Comentários

Começando pelo final, eu sei que isso é só uma baita crise e vai passar e tudo vai ser diferente amanhã e eu vou ter forças suficientes para acordar e colocar a minha vida em ordem e fazer mil outras coisas além disso. Se tem uma coisa que eu não consigo, por mais esgotado e incrivelmente sozinho que eu me sinta aora, é desistir. Posso me render a tristeza por duas horas, mas não por dois dias, muito menos por duas semanas.

A crise – mágoa, solidão e insatisfação em doses suficientes – começou no exato momento em que subiam os créditos de “Sinedóque, Nova Iorque”, novo filme do Charlie Kauffman (roteirista de “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”, “Adaptação” e “Quero Ser John Malkovich”). “Sinedóque” é imenso, difícil e quase excessivo. Mas fez um estrago aqui dentro, ou pelo menos fez que esse estrago vir à tona pelas ruas que me trouxeram da Rua do Passeio à tela do computador nesse post forever-delayed ao som dos Smiths.

2008 foi o que um boxer precisa ser: rápido e preciso. Enfiou as pancadas na hora certa, nos lugares certos e mesmo que eu continue me levantando, essa(s) luta(s) estão perdidas. Logo logo eu sei que vai haver um juiz misericodioso que encerre a partida e me deixe recolher os meus cacos em paz. Enquanto ele não aparece, eu continuo levantando para levar porrada da vida. Ela é uma puta que eu adoro.

E agora, o começo.

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O cinema vai salvando nossas vida

“Sinedóque, Nova Iorque” é o meu terceiro filme do Festival do Rio 2008. Tem mais um vinte pela frente e a idéia é fazer o mesmo do ano passado e ir comentando os filmes a medida que são assistidos. Os primeiros e a programação são esses aí embaixo.

- “Gomorra” (Matteo Garrone, 2008) – Nota: 7
Filminho italiano bem falado em Cannes que eu escolhi na falta do que escolher. E melhor do eu esperava, – confesso que a minha paciência anda muito curta para o cinema europeu – uma espécie de “Tropa de Elite” à italiana. Mostra o qual séria é a situação do crime organizado lá, só que sem discutir as relações de causa-consequência como filme brasileiro faz muito bem. É muito bem filmado, mas faltou um clique ou eu ter nascido na Itália.

- “Joe Strummer: O Futuro Está Para Ser Escrito” (Julien Temple, 2007) – Nota: 9
Eu já tinha um carinho especial pelo Joe Strummer, -afinal, foi ele que escreveu a canção-título desse blog – mas não dá para sair da sessão sem achar o cara o máximo. É emocionante ver tanta gente (de ex-companheiros de banda a Bono e Johnny Depp) falando tão bem dele de uma maneira tão íntima. É como se você ficasse brother dele depois do filme. A edição e as imagens de arquivo são um show a parte.

- “Sinedóque, Nova Iorque” (Charlie Kauffman, 2008) – Nota: 10
Volte ao começo do post.

O que vem por aí:

28/09 – DOMINGO
14h – “CSNY: Déjà Vu”
16h30 – “O casamento de Rachel”
29/09 – SEGUNDA
16h15 – “Sinedóque, Nova Iorque” (é, de novo)
30/09 – TERÇA
19h – “Rebobine, Por Favor”
01/10 – QUARTA
a programar
02/10 – QUINTA
20h – “Vicky Cristina Barcelona” (está com ingressos antecipados esgotados, mas quem sabe eu consiga comprar na hora)
22h30 – “Jards Macalé – Um Morcego Na Porta Principal”
03/10 – SEXTA
19h – “Simonal – Ninguém Sabe O Duro Que Eu Dei”
23h45 – “Ponyo On The Cliff By The Sea”
04/10 – SÁBADO
12h – “Choke”
18h – “Crítico”
20h – “Se Nada Mais Der Certo”
22h30 – “Loki – Arnaldo Baptista”
05/10 – DOMINGO
18h10 – “Patti Smith: Sonho De Vida”
20h15 – “Apenas O Fim”
06/10 – SEGUNDA
18h – “Todos Os Meus Fracassos Sexuais”
20h45 – “Waltz With Bashir”
07/10 – TERÇA
19h50 – “La Leonera”
08/10 – QUARTA
17h15 – “Doidão”
20h15 – “O Silêncio De Lorna”
09/10 – QUINTA
22h30 – “Happy-Go-Lucky”

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A música, sempre ela

O Mombojó de quinta e o Justice ontem iniciaram mais uma fase corrida de shows na minha vida.

Tem Momo no Cinemateque semana que vem, Curumin no Circo no meio de outubro e depois Tim Festival. – duas noites em Sampa e duas no Rio – Festival Planeta Terra, R.E.M. em Sampa ou Bloc Party no Circo. E quem sabe Goiânia Noise ou Nokia trends. Marcelo Camelo no Canecão para fechar o caneco.

E o Bloody Pop no meio de tudo isso.

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Certeza que eu não disse 10% do que eu queria. Mas são 3h30 da manhã e amanhã eu tenho que acordar esperançoso.

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index de melhores de 2007

Março 30, 2008 · Deixe um comentário

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Melhores de 2007: 15 Shows

Janeiro 14, 2008 · 1 Comentário

Notícia velha que 2007 foi o grande ano para shows no Brasil, né? Fico feliz de ter ido a uma quantidade sufiente para que consiga fazer essa lista. 2008 está aí e já temos confirmados Interpol, Klaxons, Yo La Tengo, José González (que vou perder mais uma vez!), Bob Dylan, My Chemical Romance, Editors e até Justin Timberlake! E isso só no primeiro semestre, com só um festival. Imagina lá pra Outubro e Novembro…imagina Radiohead?

Perdi…
Battles
Cat Power
Coldplay
Joanna Newsom
Phoenix
Keane
Roger Waters
The Police
Eagles Of Death Metal
Mudhoney
Aerosmith
Soulwax/2ManyDJs
The Chemical Brothers

Enfim, a lista.

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15) Móveis Coloniais de Acaju @ Festival Indie Rock – Circo Voador (26/07)
Faço um mea culpa aqui sobre o Móveis: ignorei a banda por dois anos (até esse show), fui burro e preconceituoso (feijoada búlgara? oi?). Mas esse show me pegou de jeito e fez o segundo disco da banda (que, dizem, sai pela Som Livre) ser ansiosamente aguardado aqui em casa. A apresentação foi uma loucura como, dizem, ser todas as da banda. Gente corendo, se esbarrando, pulando e fazendo roda no final. E a música? Divertida, original e – acreditem – emocionalmente poderosa. [resenha completa]

14) The Rakes @ Festival Indie Rock – Circo Voador (26/07)
Com o “Ten New Messages” já lançado e com a maioria das expectativas desfeitas, o Rakes não parecia ter muito para oferecer além daquelas velhas lições pós-Is This It. Mas, lembre-se, eram boas lições. Roquinhos de 3 minutos encharcados de um novo-velho niilismo metropolitano, se bem executados, ainda garantem um ótimo show. Se rola um clichê, tipo invasão de palco então… Work work work pub club sleep é, digamos, o novo it’s only rock n’ roll but I like it. [resenha completa]

13) Tokyo Police Club @ Planeta Terra (10/11)
Ok, o Tokyo Police Club ainda só tem, vejamos, 25 minutos de músicas gravadas. 25 minutos dos mais promissores. Imagine os Strokes (ou o próprio Rakes) dando um encontrão musical no Ride. Cada músico da banda parece tocar numa vibe diferente. Por exemplo, o tecladista maluco parecia dopado de ácido num show do Chemical Brothers, já o guitarra solo devia estar se imaginando um novo Kevin Shield, enquanto o vocalista era todo desconcerto contente de ver todo mundo com as letras (pelo memos dos semi-hits “Nature of experiment” e “Cheer it on”) na ponta da língua. Isso tudo, por enquanto, funcionou tão bem nos nossos MP3s como ao vivo. Nos resta aguardar os próximos capítulos.

12) Cansei De Ser Sexy @ Planeta Terra (10/11)
Tinha tudo para dar muito errado. A primeira apresentação do CSS 18 meses depois do estouro tinha como pano de fundo a troca de farpas entre a banda, a imprensa brasileira e público em si. O show começou com um som horrível e a banda num quase pé-de-guerra com os técnicos. Era como se tudo que tinha dado certo no resto do Planeta Terra, tivesse falhado justo no show do CSS. Parecia que a qualquer momento o bateirista-guitarrista-mentor-e-porta-voz da banda, Adriano Cintra, fosse levantar e pagar o esporro para produção, para o público, para imprensa e para o Brasil. Quase. Daí que as coisas se acertaram e o público foi ao delírio com tudo que só ouvia falar que o CSS era capaz. E a banda parecia feliz no país em que ela não estourou. No mais, aquele argumento que o CSS é só uma piada armada pelos modernetes de SP parece não colar tão bem como quando tudo isso começou.

11) Arctic Monkeys @ TIM Festival – Marina da Glória
Foi um trabalho difícil esperar e assistir os Arctic Monkeys. O calor era absurdo o cheiro de suor pior ainda. Todo mundo se espremia para ver “primeira grande banda da geração myspace”, incluindo os fãs histéricos que formam a “geração myspace”. Era o primeiro grande show de grande parte dos presentes, a quantidade de pais na fila não nega (a censura era 16 anos). Era o dia da vida daquelas pessoas pelo tanto que todos pulavam, gritavam e se entregavam àquelas canções. E o show? Foi rápido, certeiro e se muitas firulas. O repertório juntando as melhores dos dois discos já forma um bom conjuto e a banda parece disposta a executar cada uma das músicas da forma mais precisa possível. A bela ” A certain romance” fechou brilhante a noite suada. Sem bis. Sem “tchau! obrrigadou brrrahsil!”. Pelos sorrisos, ninguém se importou. Nem eu. [resenha completa]

10) Hot Chip @ TIM Festival – Marina da Glória
Das várias mancadas (e não foram poucas) que a produção do TIMFest cometeu na edição 2007, a maior (para mim) com certeza foi ter escalado o Hot Chip para tocar antes do Arctic Monkeys. A maior tenda da Marina da Glória abarrotada de gente não foi o lugar perfeito para eletrônica pesada, psicodélica e extremamente dançande do Hot Chip. As fãs dos macacos faziam cara de “oi?” com as longas jams de teclado, sinterizadores, baixo e uma eventual guitarra, provavelmente se perguntando quem era o nerd enrolado num saco plástico que comandava aquilo tudo. Eu até tentei dançar. Não deu. Mas pelo que se ouviu, os ingleses estão perto de cometer uma obra-prima em seu terceiro disco, “Made In The Dark” (já vazado, mas com uma voz irritante por cima). [resenha completa]

09) Vanguart @ Cinematéqué Jam Club
Não vou negar que meu primeiro show do Vanguart foi bem decepcionante. Atraso de quase 2 horas, o som nefasto do Teatro Odisséia (e o chopp quente e caro do local) e a banda parecendo não estar nos seus melhores dias fizeram que eu quase mudasse minha opinião sobre a banda. Por sorte, uma nova chance apareceu, na charmosa e aconchegante Cinematéqué, com um som bem mais audível e ainda com abertura luxuosa do duo de folk-rock chileno Perrosky. E o Vanguart não decepcionou, mesmo com um Hélio Flanders com voz arranhada. O show foi longo e intimista, com banda e público batendo papo. O set resgatou algumas canções dos primeiros EPs, além de belas versões para minhas favortitas (“Para abrir os olhos” e “Antes que eu me esqueça”) e final com duas covers de Beatles. Classe. [matéria com Vanguart]

08) The Killers @ TIM Festival – Marina da Glória
Algumas pessoas devem se lembrar da seguinte citação que descreve bem a função de um frontman: “I connect. I get people off. I look for the guy who isn’t getting off, and I make him get off.” A frase pertence a Jeff Bebe, vocalista da banda fictícia Stillwater (de “Quase Famosos”), mas não soaria estranha na boca de Brandon Flowers. Não importava o quão cafona pudesse estar o palco, não importava o quanto o resto da banda se esforçasse para aparecer, era Brandon que comandava a platéia. Flowers ia até a tal pessoa que não estava ‘geting off’ e fazia ela estourar os pulmões e os tornozelos de tanto cantar e pular. Metade Morrissey, metade Mercury, Brandon se encaminha para ser o cantor das multidões dessa década. Só tem que tomar cuidado para música não ficar pelo meio do caminho. [resenha completa]

07) The Magic Numbers @ Festival Indie Rock – Circo Voador (25/07)
“Tudo fica bem quando acaba bem” é o clichê perfeito para o primeiro dia do Festival Indie Rock. Nem Lucas Santta, nem Hurtmold conseguiram animar o pequeno público, disperso no Circo Voador. A noite parecia perdida e os a atração principal não gerava uma expectativa tão promissora. Vindos de um disco bastante inferior a sua estréia (“Those The Brokes”, 2006), o Magic Numbers chegava ao Brasil como um hype da outra estação. Só que aí – trocadilhemos – fez-se a mágica. E todo mundo ali lembrou porque tinha vindo e porque gostava de Magic Numbers. Para os queriam sucessos, “Take a chance” e “Love me like you”. Para os corações ternos “I see you, you see me” e “Undecided”. Para os confusos, “The mule” e a nova “Fear of sleep”. Para todos, “Forever lost”. “Fofo”, saca? [resenha completa]

06) Björk @ TIM Festival – Marina da Glória
“Volta” pode não ter sido tudo aquilo que prometia ser, mas ao vivo, seu mundo multicolorido e conectado funcionou como poucos. Indo das “paisagens emocionais” de “Jóga” ao batidão revolucionário de “Declare independence”, Björk brindou o público brasileiro com um show à altura de suas prentensões. Não bastassse o vestido de pós-bufão-de-carnaval, a islandesa trouxe consigo toda a maravilhosa parafernália pirotécnica, fazendo do show uma experiência audiovisual única, que justifica todo blábláblá de “artista total” que vem preso à Björk.
[resenha completa]

05) The Rapture @ Planeta Terra (10/11)
Impossível ficar parado é o mínimo que pode ser dito sobre seu corpo no show do Rapture. Fechando a noite do palco ‘indie’ do Planeta Terra, os novaiorquinos tocaram com os graves no limite, jogando a platéia num transe contínuo ao som do melhor punk-funk-disco. É o tipo de banda que faz muito mais sentido no palco, onde mesmo canções supostamente mais discretas como “First gear” se tornam petardos irresistível.

04) LCD Soundsystem @ Via Funchal (13/11)
“Get innocuous”, essa aí no vídeo abaixo, nem foi uma das melhores do show. Tem noção?

[resenha completa]

3) Girl Talk @ TIM Festival – Marina da Glória
Quando os pés já doiam e a vontade de sair da Marina da Glória parecia forte demais para ser ignorada, subiu no palco um americano quase-baixinho, nerd-descolê e disse que tinha vindo de Pittsburg para fazer a festa aqui no Brasil. Daí tudo correu rápido demais e de uma maneira intensa demais para ser descrita. Imagine comprimir os 50 e tantos anos de música pop no pequeno lapso de meia hora e dançar loucamente isso tudo. Foi um pouco mais que isso.
[resenha completa]

2) Mombojó @ Circo Voador (02/06)
Alguns shows são mais do que puras e simples apresentações musicais. Eles pod~em não mudar o mundo, mas podem mudar alguma coisa na sua vida. No caso, esse show do Mombojó fez resgatar muita da minha esperança que as coisas podem se acertar, mais especificamente no rock brasileiro. Os pernambucanos estão no topo do seu jogo. A melhor banda do Brasil. [resenha completa]

1) LCD Soundsystem @ Circo Voador (16/11)
A excelência de James Murphy já tinha sido comprovado no show de São Paulo (nº 4 dessa lista), mas ver o LCD Soundsystem no Circo Voador garantiu uma das melhores noites ever. Não bastasse a banda estar mais animada do que em SP e ter espaço de sobra para dançar (ingressos a 100 reais fizeram muita gente desistir), o Circo é o Circo. Eu poderia perder meu tempo falando tentado descrever o quão insano foram os 20 minutos da “Yeah!”, ou que o empurra-empurra em “Movement” deixaria qualquer outro empurra-empurra envergonhado. Ou poderia dizer que “All my friends” é definitivamente uma das música da década. Resumo: o show do ano. [resenha completa]

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quando eu penso que acabou…

Novembro 18, 2007 · Deixe um comentário

…Terminal Guadalupe e Vanguart decidem marcar shows no Rio.

19/11 – segunda-feira
Final do B de Banda:Mobile Drink, Macanjo, Bhang, Crombie e Monotube.
Encerramento: TERMINAL GUADALUPE
Ingresso: R$20 Lista Amiga: R$12
Local: Teatro Odisséia. Av, Mem de Sá, 66 – Lapa.
Abertura: 20h

20/11 – terça-feira e 21/11 – quarta-feira
VANGUART e PERROSKY (Chile) no Cinemátheque Jam Club
Local: Rua Voluntários da Pátria, 53 – Botafogo – RJ
Abertura da casa às 19h. Show às 22h
Couvert Artístico: R$ 20 até as 23h30 após R$ 25 e R$ 15 (lista amiga: vanguart@gmail.com)

Vamos?

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Dias de Sampa

Novembro 10, 2007 · Deixe um comentário

Estou indo para São Paulo daqui algumas horas. Volto quarta, 14/11.
Bloggo de lá. Ou não.

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Ressaca pós-TIM

Outubro 28, 2007 · Deixe um comentário

Todos os shows foram ótimos. Mas acabou. Meu corpo dói e eu não consigo sequer escrever uma linha decente sobre ontem para YMSK. Ressaca não-alcóolica total.
1) Girl Talk
2) Björk
3) The Killers
4) Hot Chip
5) Arctic Monkeys
6) Anthony & The Johnsons
7) Juliette & The Licks
8) Spank Rock
Cancelaram o palco de novas bandas brasileiras e eu nem consegui chegar perto da tenda de funk para ver o Diplo.
*eu sou um péssimo fotógrafo e um tratador de imagens pior ainda.

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Falando a verdade…

Outubro 26, 2007 · Deixe um comentário

…não foi nada de labirintite. É que ela, a Feist, sou que não ia assisti-la, aí achou melhor cancelar. Mals’aê.

No mais, as melhores três semanas de 2007 (e da minha vida? huh?) começam amanhã.

De 25/10 à 16/11, na ordem:
Anthony And The Johnsons
Björk
Hot Chip
Arctic Monkeys
Vanguart (?)
Del Rey (?)
Montage (?)
Juliette & The Licks
The Killers
Spank Rock
Girl Talk
Diplo
Supercordas
Lucy & The Popsonics (?)
Tokyo Police Club
Pato Fu (?)
Datarock
Instituto apresenta “Racional” (?)
Datarock
Lily Allen
Cansei de Ser Sexy
Devo (?)
Vitalic (?)
The Rapture
Kasabian
The Field
LCD Soundsystem
LCD Soundsystem

Dá para acreditar?

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o Festival do Rio, o incêndio, o Radiohead e o resto

Outubro 7, 2007 · 2 Comentários

Eu tenho dormido muito mal. Daí vem o mal humor, a preguiça, a falta de saco, etc. E isso não tem nada a ver com o resto do mundo. Só que dá para as coisas acontecerem de uma maneira racional, por exemplo, cada coisa de uma vez?

Enfim…

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O Festival do Rio acabou e o saldo foi bom, mas acho que um pouco inferior ao ano passado. Estava mais vazio, a seleção de filmes brasileiros estava menos quentes e quase toda atenção ficou com o “Tropa de Elite”, que eu não vi. (E já estreou. E estou com preguiça de ir até o cinema). Tiveram grandes filmes (“Control” e “Sonhando Acordado”, principalmente), claro, mas acho que faltou uma grande surpresa, como foi o “Proibido Proibir” ano passado. Uma penca de filmes eu não vi por que vão para o circuitão e vários outros por que a preguiça me impediu (“Paranoid Park”, “Kurt Cobain: Retrato de Uma Ausência”, “Déficit” e “A Era da Inocência”). De qualquer forma seguem as últimas mini-resenhas e a lista final. Eu ia tirar uma foto bacana com todas as entradas. Não tirei.

- “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” (Cristian Mungiu, 2007) – Nota: 8,5
É muito triste e muito forte. Mungiu levou a Palma de Ouro exatamente por conseguir extrair grande beleza desse mundo cão. Bela e inusitada fotografia.

- “Controle, A História de Ian Curtis” (Anton Corbjin, 2007) – Nota: 10,0
É tão maravilhoso quanto se espera. Não vale falar que é uma ótima história. É impressionante ver o quanto da fotografia Corbjin trouxe para o cinema, às vezes parece que o filme ~soa fotos em movimento de tão impactantes que são. Não tinha como dar erado e não deu.

- “O Búfalo Da Noite” (Jorge Hernandez Aldana, 2007) – Nota: 3,0
É um daqueles filmes que você sabe que alguém errou, mas não dá para precisar exatamente quem. O roteiro é confuso, vai e volta no tempo, se perde em tentar fazer o espectador acreditar que o filme é sobre outra coisa que não sobre a loucura. A direção também se perde na tentativa de fazer o do filme um thirller, um filme de terror, de suspense, para no final o filme não ser nada mais do que um romance poético. Difícil aceitar um filme cujo ponto forte é a trilha do Mars Volta.

- “I’m Not There” (Todd Haynes, 2007) – Nota: 9,0
É o filme-biografia mais interessante formalmente que você vai ver em muito tempo. Todd Haynes estilhaça Dylan em 6 personas diferentes para fazer disso uma grande investigação do mito, e não da pessoa. Não é um filme sobre Robert Allen Zimmerman (para isso, veja o “No Direction Home” do Scorcese), é sobre Dylan, ou melhor, é sobre a mania da cultura pop de construir seus próprios ídolos.

FESTIVAL DO RIO 2007 – Lista Final
1) “Controle, a História de Ian Curtis” (Anton Corbjin, 2007) – 10,0
2) “Sonhando Acordado” (Michel Gondry, 2006) – 10,0
3) “O Expresso Darjeeing” (Wes Anderson, 2007) – 9,5
4) “I’m Not There” (Todd Haynes, 2007) – 9,0
5) “A Via Láctea” (Lina Chamie, 2007) – 9,0
6) “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” (Cristian Mungiu, 2007) – 8,5
7) “Annie Leibovitz: Vidas Retratadas” (Barbara Leibovitz, 2007) – 8,5
8) “Império dos Sonhos” (David Lynch, 2007) – 8,0
9) “Cashback” (Sean Willis, 2006) – 8,0
10) “Shortbus” (John Cameron Mitchell, 2006) – 7,5
11) “Antiga Alegria” (Kelly Reichardt, 2006) – 6,5
12) “Em Paris” (Christophe Honoré, 2006) – 4,5
13) “I’m A Cyborg, But That’s OK” (Chan-wook Park, 2006) – 3,5
14) “O Búfalo da Noite” (Jorge Hernandez Aldana, 2007) – Nota: 3,0
15) “Garçonete” (Adrienne Shelly, 2007) – Nota: 1,0
16) “Onde Andará Dulce Veiga?” (Guilherme de Almeida Prado, 2007) – Nota: zero

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A UERJ pegou fogo. É, fogo. Com direito a bombeiros, plantão na Globo e vários fotos que parecem vindas do Iraque. Segundo o reitor e o diretor do minha faculdade, a situação está normalizada, depois de uma semana. As aulas voltam segunda. Detalhe: o laudo final só sai em 30 dias. Ou seja, a idéia é arriscarmos nossas vidas durante um mês, saca?

Justo agora que as coisas pareciam estar no caminho certo.

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Além disso tem o disco do Radiohead. Eu fico feliz de ter feito uma das primeiras matérias (a primeira?) do Brasil sobre o disco, tipo dez horas da noite de domingo passado. Fiquei muito empolgado com toda história do “quer pagar quanto?” e isso de certa forma foi a causa da minha decepção. A reação ficou muito aquém do esperado, tanto do público comum, quanto do especializado. Parece que todo mundo ficou “ah, o Radiohead vai lançar um novo disco. ok, sigamos com nossas vidas”.

Ninguém está se ligando ao fato de que a banda mais importante do mundo acaba de se por forada maneira que a música pop é comercializada desde de seu início. Para o Radiohead, não há mais gravadoras. E é você quem decide quanto vale a música deles. A indústria fonográfica acabou, e quem está dizendo isso é só o Radiohead.

E, oras, é o disco novo do Radiohead.

By the way, eu não paguei nada pelo disco. Queria a tal da DISCBOX, mas esse mês a grana está curta.

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Planeta Terra dia 10 de novembro, LCD Soundsystem e The Field no dia 13.

Partiu São Paulo. Quase confirmadão.

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Essa opinião é da minha mãe, e nos últimos dias tenho concordado com ela: preciso cuidar mais de mim.

Não é?
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“Gotta find my destiny, before it gets too late.”

(“24 Hours”, Joy Division)

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how i realise how i wanted time

Setembro 14, 2007 · 1 Comentário

A citação do título é do Joy Division, “24 Hours”, uma das preferidas. Descreve bem o momento. Sem tem, sem tempo. Coelho da Alice total.

As últimas semanas tem sido lotadas de acontecimentos estranhos e eu devia falar sobre eles. Mas não. Tem muita coisa pela frente e eu realmente não posso ficar falando e pensando no que já foi, posso?

Muito trabalho, aulas em dois turnos diferentes, umas 10 matérias pra escrever (pra faculdade, pra ymsk, pra mim), uns 3 ou 4 trabalhos pra próximas semanas, várias coisa pendentes pro centro acadêmico, várias conversas pra ser ter, várias coisa pra pensar, várias coisas pra ouvir, várias coisas pra ler, três viagens agendadas (São João Del Rey, P4 e SP), alguns shows, o Festival do Rio chegando…

Sem tempo!

O que há de mais legal nessa história (se é que há) é que mesmo com tanta coisa mal resolvida, eu não consigo nem começar a pensar nisso. E, de certa forma, é bem melhor não pensar. Por enquanto.

Por exemplo, esse post acaba aqui. E deve ter uns mil erros ortográficos porque foi digitado na pressa. Tem um show do Vanguart aqui no Rio e ele tem que virar matéria pra amanhã. To correndo.

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