02) “In Rainbows”, Radiohead
03) “Boxer”, The National
04) “Vanguart”, Vanguart
05) “Person Pitch”, Panda Bear
06) “The Magic Position”, Patrick Wolf
07) “Andorra”, Caribou
08) “A Amarga Sinfonia Do Superstar”, Superguidis
09) “Neon Bible”, The Arcade Fire
10) “Our Earthly Pleasures”, Maxïmo Park
11) “Sky Blue Sky”, Wilco
12) “Ga Ga Ga Ga Ga”, Spoon
13) “Favorite Worst Nightmare”, Arctic Monkeys
14) “The Cool”, Lupe Fiasco
15) “Let’s Stay Friends”, Les Savy Fav
16) “The Stage Names”, Okkervil River
17) “Voxtrot”, Voxtrot
18) “Strawberry Jam”, Animal Collective
19) “The Reminder”, Feist
20) “Night Falls Over Kortedala”, Jens Lekman
21) “Rise Above”, Dirty Projectors
22) “Beyond”, Dinosaur Jr.
23) “Simulacro”, China
24) “Marry Me”, St. Vincent
25) “Carnaval Só Ano Que Vem”, Orquestra Imperial
26) “Magic”, Bruce Springsteen
27) “Hissing Fauna, Are You The Destroyer?”, Of Montreal
28) “From Here We Go Sublime”, The Field
29) “Liars”, Liars
30) “Myth Takes”, !!!
31) “Attack Decay Sustain Release”, Simian Mobile Disco
32) “Myths Of Near Future”, Klaxons
33) “Tones Of Town”, Field Music
34) “A Guide To Love, Loss And Desperation”, The Wombats
35) “Overpowered”, Roísín Murphy
36) “Armchair Apocrypha”, Andrew Bird
37) “Cease To Begin”, Band Of Horses
38) “Challengers”, The New Pornographers
39) “Easy Tiger”, Ryan Adams
40) “Disco Paralelo”, Ludov
41) “Mirroed”, Battles
42) “Era Vulgaris”, Queens Of The Stone Age
43) “Kala”, M.I.A.
44) “Lust Lust Lust”, The Raveonettes
45) “Because Of The Times”, Kings Of Leon
46) “Chega De Falsas Promessas”, Canastra
47) “Untrue”, Burial
48) “Icky Thump”, The White Stripes
49) “23”, Blonde Redhead
50) “Cassadaga”, Bright Eyes
Entradas etiquetadas como ‘voxtrot’
Os 50 Melhores Discos de 2007
Março 30, 2008 · 2 Comentários
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Melhores Músicas de 2007: 40 – 31
Fevereiro 25, 2008 · Deixe um comentário
Canção-chave de “Easy Tiger”, “I taught myself how to grow old” flagra o melhor compositor de sua geração no momento exato em que esse reaprendeu a sobreviver, depois de experimentar o colapso. No escuro, a gaita chorosa vai dando espaço a um violão tímido, para então servir de cama para o vocal emocionado de Adams, nos conduzindo à claridade branda da sua maturidade. Ryan está de volta, brilhante como sempre.
37) “Apenas leia” Superguidis
Amarando as pontas soltas entre o indie velho (aquela guitarra do Dinosaur Jr. ou do Guided By Voices) e o indie novo (na levada do Rakes ou do Wombats), o Superguidis fez em “Apenas leia” um tratado de poucas palavras sobre se cansar de bater nas mesmas portas fechadas e falar aquelas coisas legais para quem não quer te ouvir. No mais, não perca a vida toda usando wellaton.
“Oh I’m just trying to do my best / I’m not afraid of life, I’m afraid of death / build my love in the things I say / you’ve gotta lift your face to the breaking day”. São poucas as bandas que conseguiriam transformar em emoção sincera a pieguice do refrão acima. E uma delas é o Voxtrot. Não há cinismo nem ironia na voz de Ramesh Srivastava e isso, apoiado nas suas belas melodias, é talvez o que faça o Voxtrot uma das melhores bandas atuais.
Você olha pro vazio. Vai buscar água e a geladeira parece ser a única coisa que fazer sentido. A melhor música possível é a da água fria do chuveiro caindo sobre sua cabeça. Aquele velho seriado idiota na TV serve para te fazer esquecer daquelas frase de climáx de comédia romântica que você gostaria ter soltado na noite passada. Seu mundo não acabou, mas, por hoje, qualquer sentido que ela podia ter, se foi. Juntando as pontas soltas entre o synth pop oitentista e a eletrônica minimalista, James Murphy encapsulou toda a desolação da fossa num única música. E ainda tem gente que diz que não há alma na música eletrônica.
34) “Our life is not a movie or maybe” MP3
Esse single arrebatador que antecedeu o quarto disco dos americanos do Okkervil River é um grande paradoxo. Num efeito brilhante, a letra diz que nossas vidas são filmes ruins, sem climáx e beijo romântico no final, enquanto o instrumental ecoa Bruce Springsteen e a voz emocionada de Will Sheff aparece épica como num grande clássico hollywoodiano. Simples e catártica.
33) “Us placers” MP3
Essa é daquelas “não tinha como dar errado”. O CRS – Child Rebellion Soldiers ou Chicago Runs Sheet – é na verdade a junção dos três melhores rappers desses tempos, Kanye west + Lupe Fiasco + Pharell. A mania de colaboração é coisa velha no pop americano, mas ás vezes produz maravilhas como essa. Não bastasse o flow perfeito dos três, “Us placers” é basicamente uma reconstrução de “The eraser”, faixa-título e obra-prima do álbum solo de Thom Yorke.
32) “The past is a grotesque animal” MP3
Of Montreal
O Bowie paranóico e invetivo de Berlin tendo como banda de apoio os Flaming Lips se os Flaming Lips tocassem synth pop oitentista fuleiro. Essa base repetitiva e maravilhosa fazendo cama para uma letra que parece de um Morrissey com problemas hiper-grafia ou um Pete Wentz, se esse tivesse lido algum livro além de Harry Potter. O Of Montreal é freak desse jeito, mas como nenhuma outra banda atual, eles conseguem transformar toda essa estranheza em algo brilhante e emocionalmente devastador.
31) “Umbrella” MP3
Rihanna feat. Jay-Z
Não se engane, por trás do sorriso maroto (ha!) e das curvas cuidadosamente esculpidas, existe muita esperteza – ou pelo menos um bom assessor. Depois de samplear Soft Cell (óbvio, mas eficiente) e meter medo na Beyoncé com a maravilhosa “S.O.S.” (2006), Rihanna chamou Jay-Z “na chincha” para tomar de assalto as paradas do mundo inteiro. E fez isso da maneira mais estranha possível. “Umbrella” passa longe de uma hit song comum, é fria, dark, e com um batimento seco e lento. No fim das contas, soa como uma canção do Public Enemy produzida pelo Martin Henett, com uma letra de electro paranóico (que a Kylie Minogue daria os dentes para ter gravado) que caí perfeita na cama de sintetisadores ecoando as fases mais ecuras do Depeche Mode. Como eu disse, não se engane: “Umbrella” é pop perfeito, mas não da maneira que estamos acostumados.
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hoje eu gravei uma mixtape
Junho 10, 2007 · 2 Comentários
…na verdade um mix cd, mas com 2 lados definidos e até uma bonus track.
da idéia inicial até a gravação foram quase 4 meses de muito vasculhar nos meus arquivos (musicais e sentimentais).
20 músicas, 10 de cada lado, mais bonus track. 19 artistas diferentes.
estou orgulhoso dela. mas ninguém faz mixtape para si mesmo, faz?
LADO A
“Wouldn’t it be nice?”, The Beach Boys
“She’s got you high”, Mumm-Ra
“Made up love song #43″, Guillemots
“O mais vendido”, Mombojó
“Do you realize?”, The Flaming Lips
“You’re so great”, Blur
“Dirty version”, Voxtrot
“Sleeping lessons”, The Shins
“505″, Arctic Monkeys
“I want you (she’s so heavy)”, The Beatles
LADO B
“You got the silver”, The Rolling Stones
“Should’ve been in love”, Wilco
“I want you”, Bob Dylan
“Firecracker”, Ryan Adams
“You really got me”, The Kinks
“12:51″, The Strokes
“Heroes”, David Bowie
“Starring at the sun”, TV On the Radio
“Deixe-se acreditar”, Mombojó
“Young folks”, Peter, Björn & John featuring Victoria Bergsman
BONUS TRACK
“God only knows”, The Beach Boys
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eis o outono…
Abril 1, 2007 · 1 Comentário
Vindo de dois álbuns que insistiam em algum experimentalismo para realçar a força das melodias de Jeff Tweedy, o Wilco de “Sly Blue Sky” aparece sóbrio e, como sempre, dolorosamente belo.
“Sky Blue Sky” é trilha perfeita para esse outono. É música para um domingo à noite depois de uma fim de semana agitado. Verão? Deixa o verão para mais tarde. O álbum traz as mesmas referências uqe fizeram do Wilco uma das bandas mais bacanas de sua geração. Estão aqui: o country-rock, o folk, o blues, as pitadinhas de rock alternativo (R.E.M. e Replacements), o power pop e até um pouco de soul. Jeff Tweedy é gênio, e isso não é só um clichê, como também a mais pura verdade. Tweedy tem o dom de escolher as palavras exatas, as vírgulas corretas e pontos finais precisos para descrever tanto esse sky blue sky quanto nosso heart confused heart. E nas poucas vezes que lhe falta palavras, sobra-lhe melodias. E os melhores solos de guitarra, desde que inventaram solos de guitarra.
O que mais eu preciso nesse outono além de um bom solo de guitarra?
O Outono sempre foi minha estação preferida: sem chuvas, sem calor, sem frio e sem os insetos irritantes da primavera. Ok, faz nenhum sentido falar em outono nesse calor infernal que está fazendo aqui no Rio. Mas eu cresci em Passa Quatro, e lá falar de outono e das outras estações faz pelo menos um pouco de sentido. Se o clima não muda, aqui dentro imperam revoluções. Se os excessos do verão me confundem um tanto, no outono fica tudo bem mais claro. O que é complicado continua complicado, porém se sabe peplo menos o porquê dessa complicação e confusão toda.
Nesse “Sly Blue Sky” não há muito espaço para o cinza das nuvens e da confusão. As melodias e os pensamentos fluem claros, sem escapatória pro coração. Depois de muito esconde-esconde do sol e de tudo, o que resta é escolher o lugar e a palavra (que parecem) certos.
Adeus confusão, o Outono chegou.
**********************************************
5 músicas para esse outono
“Impossible Germany”, Wilco:
“Uma Alemanha impossível,
Um Japão improvável.
É para isso que o amor serve.
Para nos por num lugar
belo e sozinho
cara a cara”.
A melhor faixa de “Sky Blue Sky” não precisava ter uma letra assim. Mas tem. Ela não precisava ter o melhor solo de guitarra desde “At least that’s what you said” (do prórpio Wilco), mas tem. Ela não deveria ser meu hitzão do outono. Mas é.
“The Golden Age”, Beck:
Essa é o outono inteiro em uma única canção. Do disco triste do Beck, “Sea Change”. “Put you hands on the wheel / let the golden age begin”. Eu obedeço.
“Notice”, Gomez:
O Gomez pode não ser uma grande banda para discos (“Bring It On”, melhor da banda ainda passa longe da perfeição), mas não há como negar que eles sempre colocam umas 3 ou 4 canções fantásticas em cada um deles. “Notice” é uma das três de “How We Operate”, de 2006 (as outras, “Girlshappedlovedrug” e “Charlie Patton songs”) e desde da primeira nota me nocauteou sem muita explicação. Acontece como aconteceu deles te fazerem perder a cabeça por aquela “Tijuana Lady” do “Bring It On”. No caso de “Notice”, eles te fazem perder a cabeça por uma garota que não percebe o que acontece ao seu redor, nem as mentiras que contam pra ela. Acontece.
“Dirty Version” , Voxtrot:
B-side da banda nova prefira da casa, então, coisa séria. Balada lo-fi conduzida por um violão preguiçoso, noises de guitarra e teclado tão sutis que parecem coisa da sua imaginação, além de uma voz feminina mais preguiçosa e sutil que o resto da faixa. “Eu vou de leste à oeste nesse lugar / Meus pés nos seus passos / Gritando mais alto do que um tiro / Eu ainda não terminei com você”. Como disse, coisa muito séria.
“Parisian Skies”, Maxïmo Park:
Punk magoado com pé no freio e letra construída com várias rimas estranhas. Parece pouco, mas me pegou de jeito. Pecado mundando que fecha o disco novo do Maxïmo Park, banda de punk magoado com pé no freio e letras construídas com várias rimas estranhas. Viciante e sem sentido como o Maxïmo Park.
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24/03/2007, 1:00 AM
Março 24, 2007 · Deixe um comentário
No som agora toca “Mesmo que mude”, da Bidê Ou Balde. No repeat. Antes já rolaram algumas novas do Maxïmo Park (as doloridas “By the monument” e “Parisian skies”), o disco novo do Rakes (bunda), as duas legais do novo do Kaiser Chiefs (“Ruby”, “Love’s not a competition (but I’m winning)”, além de bastante coisa do debut do Voxtrot. E Bidê Ou Balde.
Não sou fã de Bidê Ou Balde. Dois álbuns OK, um nem tão OK. O que rola agora é o “nem tão OK”. Tem duas músicas bacanas na verdade. E “Mesmo que mude”.
Primeira e óbvia: eu gosto pra caralho de “Mesmo que mude”. É simples, é direta, é docinha, magoadinha. Dá pra dançar. Dá também pra chorar (eeeeeeeemo!). Dá pra sorrir também. E dá pra cantar junto. Pop perfeito. Uma vida inteira em três minutos.
Segunda e menos importante (porque na verdade eu já havia chegado até aqui antes): tem coisa que nunca vão embora. Elas continuam ali, se transformando em outras. Parece brega e muito mais profundo do que é na verdade, mas algumas coisas (“coisas” é para ser mais genérico) são como aquele ciclo da água que a gente aprende em eras imemoriais do ensino fundamental. Á água cai do céu. Vai pro Rio. Chega ao mar. Evapora. E cai de novo. E é a mesma água. Idiota e brega como eu tinha dito, porém um bom exemplo pra exemplificar minha conclusão.
Terceira, última e importante: tá tudo muito fodido. Depois de algumas crises, que mais pareciam falácias de auto-misericórdia entediada (valeu, Moz!). Agora, repito, tá tudo muito fodido. TÃO FODIDO, MAS TÃO FODIDO que te digo que algumas música do New Order tão fazendo um sentido absurdo. Pode (e deve) fazer nenhum sentido (a conclusão de que o New Order tá fazendo sentido, nãoo fato do New Order fazer sentido, saca?), mas pra mim isso é uma situação muito bizarra e realmente desesperadora. Tá tudo muito fodido mesmo.
Tão fodido que eu vou colocar New Order, só de masoquismo. New Order velhão, anos 80, antes da “Substance”. Masoquismo puro.
Afinal, é preciso dar vazão aos sentimentos, mesmo que eles mudem. E o trocadilho foi babacão. Eu sei. Até os trocadilhos tão fodidos.
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noite passada um livro salvou minha vida
Março 23, 2007 · 1 Comentário

Reconforto também é a sensação que reler “Alta Fidelidade” 2 anos depois. Exato (ou qause) 2 anos depois. Me lembro de quão na merda eu estava há uns 2 anos atrás. Crise existencial brava. Quando eu entendi que o que eu mais queria era o que me fazia mais mal, descobri também que não queria mais nada. E, então, nada passou a fazer algum sentido. Vazio.
A verdade é que, de alguma forma, há dois anos atrás, entre tantas outras canções, entre tantos outros filmes, ler “Alta Fidelidade” meio que salvou minha vida.
Rob Fleming sou eu. Parece clichê pros fãs de Nick Hornby, mas é verdade. Sabe TODAS aquelas divagações sobre pop, girls, etc? Então, antes mesmo de ver o filme, eu já tinha feito TODAS elas. E foi reconfortante saber que alguém – mesmo um alguém inventado – parecia comigo. Ou pelo menos conseguisse pôr TODAS aquelas divagações pra fora.
O mais curioso de tudo é que ainda é extremamente reconfortante ler “Alta Fidelidade” e me descobrir naquelças linhas. mesmo que eu tenha invluntariamente incorporado esse ar mais grown up boy na minha personalidade e na minha cara (uns fiapinhos a mais de barba e só). Mesmo que, bem, eu saiba melhor quem é Livio Vilela e o que ele tem que fazer, TODAS aquelas divagações ainda fazem um puto dum sentido.
E enquanto sentido fizer, eu continuo aqui: tops pondo ordem na cabeça, mixtapes para alguém que anda merecendo uma mixtape pondo ordem ordem no coração.
trilha do post: Voxtrot – EPs, Singles & B-sides
(taí uma banda que podia salvar tua vida)
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